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Banco de Portugal – Endividamento do Sector não financeiro

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Em abril de 2021, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 752,9 mil milhões de euros, dos quais 343,9 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 409,0 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 266,0 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 143,0 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 0,3 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 2,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 2,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

 

 

Relativamente a abril de 2020, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 20,1 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 13,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 6,7 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado.

Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 4,1 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 2,6 mil milhões de euros.

 

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Em abril de 2021, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,8%, menos 0,3 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 1,4% para 1,9%.

 

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

 

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Banco de Portugal – Balança Corrente e de Capital

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Em abril de 2021, as Balanças Corrente e de Capital registaram um défice de -421 milhões de euros, diminuindo 588 milhões de euros em relação ao mês anterior, passando de uma situação de excedente para uma situação de défice.

A Balança Corrente registou um saldo de -576 milhões de euros, diminuindo 601 milhões de euros face ao mês anterior, passando de uma situação de excedente para uma situação de défice.

No mês em análise, o saldo da Balança de Capital aumentou 12 milhões de euros em relação ao mês anterior, fixando-se em 155 milhões de euros.

 

 

Entre janeiro e abril de 2021, o saldo acumulado das Balanças Corrente e de Capital foi de -240 milhões de euros, que compara com -64 milhões de euros no período homólogo do ano anterior.

 

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Em abril de 2021, o saldo do Rendimento Primário registou um valor de -484 milhões de euros, o que compara com -174 milhões de euros no mês precedente.

 

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Banco de Portugal – Balança de Bens e Serviços

72

Em abril de 2021, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 65,9% e de 51,7%, respetivamente, valores que comparam com variações homólogas no mês anterior de 14,4% para as exportações e de 11,8% para as importações. No mês em análise, a taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 91,5%. Ainda em abril de 2021, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 88,1% e de 59,7%, respetivamente. No mesmo mês, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de 17,3% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de 20,0%.

De janeiro a abril de 2021, as exportações e as importações de bens e serviços registaram variações homólogas de 4,5% e de 2,6%, respetivamente. A taxa de cobertura das importações pelas exportações de bens e serviços situou-se em 94,3%. Para o mesmo período, as exportações e importações de bens registaram variações homólogas de 20,5% e de 5,9%, respetivamente. No período em análise, as exportações de serviços registaram uma variação homóloga de -29,1% e as importações de serviços registaram uma variação homóloga de -12,4%.

 

 

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Banco de Portugal – Balança Financeira

71

Em abril de 2021, a Balança Financeira registou um saldo de -681 milhões de euros, diminuindo 1201 milhões de euros em relação ao mês anterior, passando de uma situação de excedente para uma situação de défice.

 

 

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

 

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Banco de Portugal – Investimento Directo

69

Em abril de 2021, o investimento directo em empresas em Portugal registou transacções de 1216 milhões de euros (496 milhões de euros no mês anterior). O investimento directo de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de -579 milhões de euros (319 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Directo (transacções), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -1795 milhões de euros, diminuindo 1618  milhões de euros face ao mês anterior.

 

 

De janeiro a abril de 2021, as transacções acumuladas do Investimento Directo em empresas em Portugal foram de 2025 milhões de euros, que compara com -1555 milhões de euros no período homólogo.

 

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Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indirecto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os activos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

 

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Eurostat – Consumo e PIB per capita

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De acordo com os dados divulgados pelo Eurostat relativos ao Produto Interno Bruto (PIB) per capita de 2020 (expresso em Purchasing Power Standards – PPS), a amplitude da divergência entre os países europeus medida pelo PIB per capita varia entre um mínimo de 55% da média da UE na Bulgária e um máximo de 266% no Luxemburgo.

No que respeita Portugal, o valor do PIB per capita expresso em paridade do poder de compra desceu de 79% em 2019 para 77% da média comunitária em 2020, sendo o quarto mais baixo da Zona Euro.

Em média, os países da Zona Euro têm um PIB per capita, medido pelo PPS, 5% superior ao da UE27.

O valor do Consumo per capita expresso em paridade do poder de compra em Portugal desceu de 86% em 2019 para 85% da média comunitária em 2020, sendo a ser o sétimo mais baixo da Zona Euro. A amplitude da divergência entre os países europeus medida pelo Consumo per capita varia entre um mínimo de 61% da média da UE na Bulgária e um máximo de 131% no Luxemburgo.

 

 

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INE – Síntese Económica de Conjuntura

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O Indicador de Clima Económico, publicado pelo INE, registou 1,8% em maio de 2021, que compara com 0,8% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em abril de 2021, registou o valor de 12,5% (variação homóloga – VH), superior em 10,5 p.p. em relação ao mês anterior (2,0%, VH).

 

 

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -12,0 (sre/ve), que compara com o valor de -26,1 (sre/ve) registado no mês anterior.

 

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Ainda em maio de 2021, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 2,2% (VH) e para os serviços foi de -0,2% (VH). Estes valores comparam com 1,4% (VH) e -0,7% (VH) registados no mês de abril de 2021, respetivamente.

 

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Banco de Portugal – Relatório de Estabilidade Financeira

Foi hoje publicado o Relatório de Estabilidade Financeira de junho de 2021 no qual se avalia os progressos da economia portuguesa e do sistema financeiro.

De acordo com o Banco de Portugal, a pandemia de COVID-19 causou uma crise económica com implicações para a situação financeira. As medidas de apoio, adotadas rápida e coordenadamente, preservaram condições de financiamento favoráveis, estabilizaram o rendimento das famílias e asseguraram a liquidez às empresas. Desta forma conteve-se a transmissão da crise ao sector financeiro.

A magnitude e a persistência da crise, juntamente com a diluição no tempo e a redistribuição dos custos da pandemia entre os sectores privado e público, levaram a um aumento de dívida, em particular nas administrações públicas e nos sectores de atividade mais afetados pela crise. Contudo, as projeções para a economia portuguesa têm vindo a ser revistas em alta, esperando-se que a atividade económica retome o nível de 2019 no primeiro semestre de 2022.

O impacto económico da pandemia tem sido desigual, entre sectores de atividade e entre países. Tal resulta das diferentes especializações produtivas (peso dos serviços que envolvem contactos pessoais), de diferentes situações pré-pandémicas e da natureza assimétrica das medidas sanitárias.

A crise pandémica interrompeu o processo de ajustamento da economia portuguesa, com reflexo num aumento dos rácios de endividamento do sector privado não financeiro e do sector público. No sector bancário, o reconhecimento atempado do risco de crédito reduziu a rendibilidade do sector. Os bancos, beneficiando igualmente de medidas que têm vindo a ser adotadas, mantêm indicadores de liquidez e de solvabilidade resilientes.

No atual contexto económico, as principais vulnerabilidades e riscos para a estabilidade financeira são:

  • • A evolução recente dos mercados financeiros internacionais adensa os receios de um otimismo excessivo nas expetativas dos investidores. O risco de uma correção nos mercados financeiros internacionais tenderá a ser amplificado quando associado a uma elevada alavancagem, ao aumento da exposição a ativos de menor qualidade creditícia e à baixa liquidez na carteira do sector financeiro não bancário na área do euro. Contudo, assinale-se que o BCE reiterou o seu compromisso em manter condições de financiamento favoráveis a todos os sectores, que não ponham em causa a recuperação da atividade económica na área do euro, mitigando a probabilidade de ocorrência de choques financeiros internacionais.
  • • A retirada das medidas de apoio, numa situação de endividamento elevado e de atividade ainda deprimida em alguns sectores, potencia a materialização do risco de crédito. As baixas taxas de juro e a adoção de novas medidas de apoio, mais direcionadas, temporárias e que promovam a capitalização e redução do endividamento das empresas viáveis, mitigam este risco. No caso das famílias, a melhoria do perfil de risco dos mutuários observada desde a crise da dívida soberana e as medidas de apoio ao rendimento das famílias mitigam os riscos para o sector financeiro.
  • • O elevado endividamento das administrações públicas e o aumento das responsabilidades contingentes constituem uma vulnerabilidade da economia portuguesa. No entanto, a manutenção das condições de financiamento adequadas à recuperação económica e a redução de riscos de fragmentação na área do euro promovidas pela atuação do BCE, acompanhadas pelo alongamento das maturidades da dívida pública portuguesa mitigam o risco de refinanciamento da República. O apoio orçamental deve ser temporário e focado nos sectores mais afetados pela crise pandémica, sem perder de vista o objetivo de retomar a trajetória de redução da dívida pública portuguesa observada antes da pandemia.
  • • À semelhança do observado na área do euro, os preços no mercado imobiliário residencial continuaram a aumentar em Portugal durante a pandemia, embora a um ritmo mais lento. O crédito bancário interno não tem sido o principal fator subjacente à subida dos preços da habitação. Para esta subida terá contribuído a robustez da procura por não residentes. Uma potencial deterioração das condições de financiamento internacionais poderá traduzir-se na retração da procura de imóveis por não residentes. A ocorrer, uma correção dos preços em Portugal tenderá a ser mitigada pela redução nos últimos anos do rácio de endividamento das famílias. Ademais, a distribuição dos rácios Loan-to-value (LTV) na carteira de crédito à habitação dos bancos evidencia resiliência a uma potencial correção dos preços neste mercado. A relevância deste mercado recomenda o acompanhamento dos sinais de uma eventual sobrevalorização dos preços.
  • • No mercado imobiliário comercial, onde ocorreram quedas de preços em 2020 em alguns segmentos (retalho e hotéis), não há sinais de sobrevalorização e de excesso de oferta. Atua também como mitigante a uma eventual queda adicional dos preços neste mercado, o facto da exposição do sector bancário a esta classe de ativos ser limitada e bastante inferior à do imobiliário residencial. Apesar do contexto adverso, a procura por parte de não residentes, que dominam este mercado, manteve-se forte em 2020.
  • • No sistema bancário, para além dos riscos enunciados acima, são ainda de realçar:

− As perspetivas de rendibilidade baixa, condicionadas pelo ambiente de taxas de juro reduzidas, pelo possível aumento dos NPL e pela acrescida concorrência de novos intervenientes no mercado de serviços financeiros.

− O aumento da ligação entre o sistema bancário e o sector público, através do reforço da exposição à divida pública e da concessão de crédito com garantia pública. Contudo, parte significativa da dívida pública é registada a custo amortizado, o que mitiga o impacto do aumento das taxas de rendibilidade da dívida pública nos rácios de capital.

Temas em destaque e caixas

Esta edição do Relatório de Estabilidade Financeira inclui um tema em destaque:

  • • A utilização das reservas de capital dos bancos no contexto da pandemia de COVID-19.

Apresenta ainda seis caixas:

Caixa 1 • Risco de crédito das famílias pós-moratória: primeira evidência na sequência do fim da moratória da ASFAC;

Caixa 2 • Evolução do crédito às sociedades não financeiras no contexto da pandemia de COVID-19;

Caixa 3 • Risco no crédito às empresas portuguesas em tempos de crise sanitária;

Caixa 4 • Desafios da transição para o pós-pandemia e estratégias de saída das medidas excecionais de apoio à economia;

Caixa 5 • Os efeitos agregados de curto prazo da Recomendação macroprudencial relativa a novos créditos ao consumo e à habitação;

Caixa 6 • Impacto da restrição à distribuição de dividendos dos bancos em conjunto com a flexibilização dos requisitos de capital.

 

 

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IEFP – Estatísticas de Emprego

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Durante o mês de maio de 2021, inscreveram-se nos Centros de Emprego 34.083 pessoas, o que representa uma variação homóloga de -27,6% e uma variação mensal de -8,5%. Durante este mês, foram efectuadas 10.123 colocações, o que corresponde a um aumento de 29,0% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 126,6%.

No final do mês de maio de 2021, estavam inscritos nos Centros de Emprego 402.183 indivíduos, o que corresponde a uma variação homóloga de -1,7% (-6.751 pessoas) e a uma variação mensal de -5,1% (-21.705 pessoas).

 

 

(Tabela: IEFP)

 

 

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram o Alentejo (-11,7%), o Centro (-7,9%) e o Norte (-4,6%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores quedas no desemprego registaram-se na região do Algarve (-17,6%), do Alentejo (-7,4%) e do Norte (-4,7%).

 

 

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(Gráfico: IEFP)

 

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IMD – World Competitiveness Yearbook

No World Competitiveness Ranking 2021, publicado pelo Institute for Management Development (IMD), Portugal ocupa a 36.ª posição, em termos de competitividade, numa lista de 64 economias a nível mundial, tendo subido uma posição relativamente a 2020.

Entre os 26 Estados-Membros da União Europeia considerados (o ranking não inclui Malta), Portugal é o 15.º.

Entre as economias da periferia, a Irlanda (13.ª) desceu uma posição, a Itália (41.ª) subiu três posições, a Grécia (46.ª) subiu três posições e a Espanha desceu três posições no ranking (39.ª).

As primeiras posições no ranking global pertencem à Suíça, Suécia e Dinamarca. A Suécia é o país da UE melhor classificado, ocupando a 2.ª posição (6ª posição no ranking de 2020). No top 10 encontram-se ainda as seguintes economias da UE: Dinamarca (3.ª posição) e Países Baixos (4.ª).

Nos critérios considerados no índice, Portugal ocupa as seguintes posições:

  • Desempenho económico – 43.ª (desceu duas posições);
  • Eficiência dos organismos públicos – 38.ª (desceu quatro posições);
  • Eficiência empresarial – 38.ª (subiu três posições).
  • Infraestruturas – 27.ª (manteve a mesma posição).

 

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