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Indicadores de Conjuntura COVID-19

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O GEE disponibiliza, semanalmente, um conjunto de indicadores de conjuntura em Portugal que refletem os efeitos do combate à pandemia do COVID-19. Esta publicação sistematiza dados de mercado de trabalho, transportes, comunicações, mobilidade, entre outros, de frequência diária, semanal e mensal, como apoio à monitorização da economia portuguesa.

 

 

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Eurostat – Inflação – IHPC

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Em maio de 2021, a taxa de inflação anual (variação homóloga (VH)) em Portugal, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), situou-se em 0,5%, superior em 0,6 pontos percentuais (p.p.). ao mês anterior. Este valor representa uma variação mensal de 0,3% entre abril e maio de 2021.

Na Zona Euro, a taxa de inflação anual (VH) situou-se em 2,0%, aumentando 0,4 p.p. face ao mês anterior. A taxa de inflação anual da UE27 situou-se em 2,3% (VH) em maio de 2021, superior em 0,3 p.p. face ao valor de abril. A variação mensal do índice situou-se em 0,3% na Zona Euro e na UE27.

 

 

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Banco de Portugal – Boletim Económico

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O Boletim Económico de junho do Banco de Portugal prevê um crescimento do PIB de 4,8% para 2021, revendo em alta em 0,9 p.p. as projeções para a economia portuguesa de março. Também revê em alta a previsão do crescimento do PIB para 2022, de 5,2% para 5,6%. Para 2023, a previsão mantém-se em 2,4%.

O Banco de Portugal prevê que o contributo das Exportações para o crescimento do PIB para 2021 seja 2,5 p.p. e o contributo da Procura interna seja 2,4 p.p..

No que se refere ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), as previsões do BdP para 2021 são de 0,7%, valor sem revisões face às projeções de março.

A taxa de desemprego em 2021 é revista em baixa (face às projeções de março) de 7,7% para 7,2%.

Relativamente à Balança Corrente e de Capital (em % do PIB), o valor para 2021 foi revisto em baixa em 0,6 p.p. (de 1,5% em março para 0,9%).

 

 

(Tabela: Banco de Portugal)

 

Com o objetivo de identificar os efeitos da pandemia COVID-19 na economia portuguesa, disponibilizamos de forma sintética as principais estimativas para a evolução do PIB para 2021.

 

 

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(Tabela: GEE)

 

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Eurostat – Índice de Custo de Trabalho

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De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 1º trimestre de 2021, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 7,0% em relação ao período homólogo. Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (7,6%) e dos outros custos salariais (4,5%).

Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 2,9% e o sector privado registou um aumento de 9,0%, sendo que a Indústria registou um aumento de 9,4% (VH), a Construção registou um aumento de 7,0% (VH) e os Serviços um aumento de 9,0% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho cresceu 1,5% (VH) na Zona Euro e 1,7% (VH) na UE27.

Para o mesmo período, os Estados-membros que registaram o maior crescimento foram a Lituânia (12,0%), Eslovénia (11,1%) e Portugal (7,0%). As maiores descidas ocorreram em Malta (-2,6%), Irlanda (-2,5%) e Áustria (-2,3%).

Os custos laborais aumentaram, assim, na maioria dos países da União Europeia, no 1º trimestre de 2021.

 

 

(Gráfico: Eurostat)

 

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Eurostat – Comércio Internacional

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Segundo o Eurostat, entre janeiro e abril de 2021, Portugal registou um défice da Balança de Bens de 4,0 mil milhões de euros, o que compara com um défice de 5,7 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens face ao período homólogo (VHA) aumentaram 19% neste período, tendo-se verificado um aumento das exportações intra-UE (21%) e um aumento nas exportações extra-UE (15%). As importações de bens aumentaram 7% neste período.

O Estado-Membro em que se observou o maior excedente da Balança de Bens foi a Alemanha (70,3 mil milhões de euros), seguida dos Países Baixos (25,2 mil milhões de euros), Irlanda (21,6 mil milhões de euros) e Itália (17,4 mil milhões de euros). França foi o Estado-Membro onde se registou o maior défice (31,3 mil milhões de euros), seguido da Roménia (7,3 mil milhões de euros), Grécia (6,6 mil milhões de euros) e Espanha (5,2 mil milhões de euros).

 

 

(Tabela: Eurostat)

 

Entre janeiro e abril de 2021, a Balança de Bens da Zona Euro com o resto do mundo registou um excedente de 67,7 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 56,9 mil milhões de euros no período homólogo. Neste período, as exportações de bens para fora da Zona Euro aumentaram 8,9% (VHA) face ao período homólogo e o comércio dentro da Zona Euro aumentou 15,6% (VHA).

No período em análise, a Balança de Bens da UE27 com o resto do mundo registou um excedente de 61,4 mil milhões de euros, o que compara com um excedente de 48,4 mil milhões de euros no período homólogo. As exportações de bens da UE27 para o resto do mundo aumentaram 7,8% (VHA) neste período e o comércio dentro da região aumentou 16,0% (VHA).

 

 

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(Tabelas: Eurostat)

 

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Eurostat – Índice de Produção Industrial

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Em abril de 2021, a produção no Sector Industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,8% na Zona Euro e 0,5% na UE27, face ao mês anterior. Em março de 2021, a produção industrial tinha registado variações de 0,4% na Zona Euro e 0,8% na UE27.
Portugal registou um aumento de 0,6% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 0,7% em março de 2021.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para abril de 2021, os maiores aumentos ocorreram na Bélgica (7,4%), Malta (5,6%) e Estónia (4,4%). As maiores diminuições foram registadas na Dinamarca (-3,8%), Hungria (-3,2%) e Lituânia (-2,4%).

Em termos homólogos, a produção industrial aumentou 39,3% na Zona Euro e 38,7% na UE27, em abril de 2021. Portugal registou um aumento de 38,0%, após ter registado um aumento de 5,8% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para abril de 2021, a produção industrial aumentou em todos os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis, com os maiores aumentos na Itália (79,5%), Eslováquia (69,1%) e Roménia (64,5%).

 

 

INE – Índice de Preços no Consumidor

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Em maio de 2021, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 1,2%, valor superior ao registado no mês anterior em 0,6 p.p.. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 0,6%, superior em 0,5 p.p. à registada no mês anterior.

O IPC registou uma variação mensal de 0,2%, o que compara com uma variação de 0,4% no mês anterior e de -0,4% em maio de 2020.

A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 0,2% (0,1% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 0,1% (nula no mês anterior).

 

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 0,5%, aumentando 0,6 p.p. em relação ao verificado no mês anterior.

De acordo com a informação disponível relativa a maio de 2021, tendo como referência a estimativa do Eurostat, a taxa de variação homóloga do IHPC português foi inferior em 1,5 p.p. à da área do Euro (em abril, esta diferença tinha sido 1,7 p.p.).

 

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INE – Atividade Turística

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Em abril de 2021, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 946,8 mil dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 510,8% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 278,7 mil de dormidas (496,5%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 668,1 mil dormidas (517,0%, VH).

De janeiro a abril de 2021, a hotelaria registou 2738,5 mil dormidas, valor inferior ao registado no mesmo período do ano passado (-70,1%, variação homóloga acumulada – VHA). No período em análise, os residentes foram responsáveis por 1864,7 mil dormidas (-39,0%, VHA) e os não residentes representam 873,9 mil dormidas (-85,6%, VHA).

No conjunto dos primeiros quatro meses do ano, as regiões que apresentaram menores diminuições no número de dormidas foram o Alentejo (-38,4%), RA Açores (-45,5%), Centro (-56,7%) e Norte (-63,6%), enquanto as restantes regiões registaram decréscimos superiores a 70%.

 

 

Em abril de 2021, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 47,7 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 838,0%.

De janeiro a abril de 2021, foram registados 125,3 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de -73,6%.

 

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INE – Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços

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Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços apresentaram, em abril de 2021, variações homólogas de -3,4%, 4,6% e 18,9%, respectivamente, o que compara com -8,9%, -5,2% e -12,6% registados no mês anterior.

 

Os Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas nos Serviços (em valor absoluto) registaram, em abril de 2021, valores de 99,5 pontos, 105,7 pontos e 87,9 pontos, respectivamente, o que compara com 98,7 pontos, 108,5 pontos e 88,6 pontos, respectivamente, registados no mês anterior.

 

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