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Acréscimos e decréscimos das exportações por produtos e mercados – Evolução mensal – fevereiro de 2021

Neste trabalho pretende-se analisar onde incidiram os maiores acréscimos e decréscimos nas exportações portuguesas de mercadorias, por produtos e por mercados, ao longo dos dois primeiros meses de 2021, face aos meses homólogos do ano anterior. São para este efeito utilizados dados de base divulgados no portal do Instituto Nacional de Estatística (INE), em versões ainda preliminares para os dois anos, com última atualização em 9 de abril de 2021.

 

Evolução mensal das expedições globais de mercadorias para a UE.pdf

Evolução mensal das expedições globais de mercadorias para a UE

Neste trabalho, através de quadros e gráficos, analisa-se a evolução mensal do valor das expedições (designação das exportações no quadro da União Europeia) globais de mercadorias para os nossos parceiros comunitários (Reino Unido excluído), em 2019 e 2020. Em gráficos, para cada um dos 26 países parceiros, pode-se comparar a evolução do andamento destas expedições, mês a mês, ao longo destes dois anos. São para o efeito utilizados dados de base do Instituto Nacional de Estatística de Portugal (INE), definitivos para 2019 e preliminares para 2020, com última atualização em 09-04-2021.

 

Acréscimos e decréscimos das exportações.pdf

INE – Estimativa Rápida do PIB – 1º trimestre de 2021

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De acordo com o INE, o Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de -5,4% no 1º trimestre de 2021 (-6,1% no trimestre anterior), refletindo os efeitos do confinamento geral decretado no início deste ano devido ao agravamento da pandemia COVID-19.

Note-se que a evolução em termos homólogos é influenciada por um efeito base, visto que, pela primeira vez, a comparação incide sobre um trimestre já afetado pela pandemia no último mês (março de 2020). O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB foi mais negativo no 1º trimestre de 2021 que o observado no trimestre anterior, refletindo, em larga medida, uma redução mais acentuada do consumo privado. A procura externa líquida apresentou um contributo menos negativo que no 4º trimestre continuando, porém, a verificar-se uma contração mais intensa das Exportações de Bens e Serviços que a observada nas Importações de Bens e Serviços, salientando-se em particular a redução muito significativa do turismo de não residentes.

Comparativamente com o 4º trimestre de 2020, o PIB diminuiu 3,3% em volume, após o ligeiro aumento (0,2%) verificado no trimestre anterior, refletindo o impacto das limitações à mobilidade em consequência do agravamento da crise pandémica no início do trimestre. Os contributos da procura interna e da procura externa líquida para a variação em cadeia do PIB foram ambos negativos, sendo particularmente intenso no primeiro caso.

 

 

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INE – Índice de Produção Industrial

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Em março de 2021, o Índice de Produção Industrial (ajustado dos efeitos de calendário e da sazonalidade) registou uma variação homóloga (VH) de 5,0%, o que corresponde a um aumento de 7,8 pontos percentuais (p.p.) relativamente à do mês anterior (-2,8%).

Os agrupamentos industriais de Bens de Consumo e de Energia registaram variações homólogas de 3,5% e 0,3%, respectivamente. Os Bens Intermédios registaram uma variação homóloga de 8,3%.

A variação média dos últimos 12 meses do Índice de Produção Industrial foi de -7,1%, aumentando 0,9 p.p. em relação ao mês anterior.

 

 

As secções das Indústrias Transformadoras e da Eletricidade e Gás registaram variações homólogas de 4,7% e 1,9%, respectivamente.

 

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INE – Estimativa Rápida do IPC/IHPC

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De acordo com o INE, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido 0,5% em abril de 2021, valor idêntico ao registado em março, e excluindo os produtos alimentares não transformados e energéticos) também se terá mantido, registando uma variação homóloga de 0,1% em abril.

Relativamente ao mês anterior o IPC terá tido uma variação de 0,4% (em março, a variação mensal foi 1,4% e em abril de 2020 tinha sido 0,3%).

Estima-se uma variação média nos últimos doze meses de 0,1% (nula no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de -0,1% (0,1% no mês anterior).

 

(Gráfico: INE)

 

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INE – Atividade Turística – Estimativa Rápida

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Em março de 2021, o sector do alojamento turístico registou 283,7 mil hóspedes e 636,1 mil dormidas, correspondendo a variações homólogas de -59,0% e -66,5%, respetivamente (-87,1% e -87,8% em fevereiro, pela mesma ordem). As dormidas de residentes diminuíram 20,2%, em termos homólogos (-74,9% em fevereiro), e as de não residentes recuaram 86,2% (-94,5% no mês anterior). Note-se, porém, que estas variações homólogas, em março, incidem sobre o primeiro mês de 2020 em que o impacto da pandemia já foi sentido significativamente.

No primeiro trimestre do ano, verificou-se uma diminuição homóloga de 80,0% das dormidas totais, resultante de variações de -59,3% nos residentes e de -90,0% nos não residentes.

Em março, 58,5% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (63,9% em fevereiro).

 

(Gráfico: INE)

 

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Banco de Portugal – Moratórias de Crédito

125

No final de março de 2021, o montante global de empréstimos abrangidos por moratórias era de 41,9 mil milhões de euros, menos 3,7 mil milhões do que em fevereiro. Esta variação resulta, principalmente, do decréscimo dos empréstimos concedidos a particulares que diminuíram 2,7 mil milhões de euros. Destes últimos, destacaram-se os empréstimos com a finalidade habitação, cujo término da moratória privada com efeitos em março e abril justifica a quase totalidade desta redução.

Os empréstimos a sociedades não financeiras em moratória também diminuíram 0,8 mil milhões de euros. As empresas do sector da construção e atividades imobiliárias destacaram-se pela redução de 0,4 mil milhões de euros.

Nos sectores mais vulneráveis, tais como definidos no Decreto-Lei n.º 22-C/2021 de 22 de março de 2021, existiam em março 24,4 mil empresas abrangidas por moratórias. O montante de empréstimos com pagamento suspenso aumentou 0,1 mil milhões de euros face a fevereiro, para 8,6 mil milhões de euros. Este montante representava 36,1% do total de empréstimos das sociedades não financeiras em moratória no final de março.

 

(Gráfico: Banco de Portugal)

 

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Eurostat – Estimativa Rápida PIB da Zona Euro e UE (preliminar)

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De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, durante o 1º trimestre de 2021, a Zona Euro registou uma variação trimestral do PIB de -0,6%, mais 0,1 p.p. que no trimestre anterior (-0,7%). A variação homóloga do PIB foi de -1,8%, depois de ter registado -4,9% no 4º trimestre de 2020.

No que respeita à EU27, a variação trimestral do PIB foi de -0,4%, mais 0,1 p.p. que no trimestre anterior (-0,5%). A variação homóloga do PIB foi de -1,7%, o que compara com -4,6% registado no trimestre anterior.

No 1º trimestre de 2021, Portugal registou uma variação do PIB de -3,3% em relação ao trimestre anterior (0,2% no trimestre anterior) e uma variação de -5,4% em relação ao trimestre homólogo (-6,1% no 4º trimestre de 2020).

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para o 1º trimestre de 2021, Portugal (-3,3%) registou a maior redução em relação ao trimestre anterior, seguido pela Letónia (-2,6%) e Alemanha (-1,7%), enquanto a Lituânia (1,8%) e a Suécia (1,1%) registaram os maiores aumentos. As taxas de crescimento homólogo foram negativas para todos os países, excepto para França (1,5%) e Lituânia (1,0%).

 

(Gráfico: Eurostat)

 

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Eurostat – Taxa de Desemprego

122

Em março de 2021, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 6,5%, diminuindo 0,3 p.p. em relação à percentagem registada no mês anterior (6,8%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma subida de 0,2 p.p. (6,3%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em março de 2021, situou-se em 15,3%, diminuindo 0,2 p.p. em relação ao mês anterior (15,5%) e apresentou uma variação de +0,8 p.p. face ao verificado no período homólogo (14,5%).

Para a Zona Euro, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em março de 2021, se tenha situado em 8,1%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (8,2%) e aumentando 1,0 p.p. em termos homólogos (7,1%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 7,3%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior.

 

(Gráfico: Eurostat)

 

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