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Banco de Portugal – Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito

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O índice de difusão (calculado com base num inquérito aos cinco principais bancos portugueses) traduz a restritividade do mercado de crédito português: para valores acima de zero significa um aumento da restritividade das concessões de crédito por parte dos bancos, para valores abaixo de zero uma diminuição.

Oferta: No 1º trimestre de 2021, os critérios de concessão de crédito e os termos e condições dos empréstimos concedidos foram ligeiramente mais restritivos no crédito a empresas, designadamente a PME, e no crédito ao consumo e outros fins. No caso do crédito à habitação permaneceram praticamente inalterados. Para a evolução da oferta de crédito terão contribuído uma maior perceção de riscos associados à situação e perspetivas de sectores ou empresas específicos e, em menor grau, de riscos associados à situação e perspetivas económicas gerais e às garantias exigidas.

Para o 2º trimestre do ano, os bancos antecipam critérios de concessão de crédito ligeiramente mais restritivos no crédito a empresas e a particulares.

Procura: Relativamente à procura de crédito, no 1º trimestre de 2021, a procura de crédito por parte das empresas, PME e em empréstimos de longo prazo, aumentou ligeiramente face ao trimestre anterior; em oposição, registou-se uma ligeira diminuição da procura no caso das grandes empresas.

Para a evolução da procura de crédito por parte das empresas terão contribuído as necessidades de financiamento de existências e de fundo de maneio.

Para o 2º trimestre do ano, os bancos antecipam uma ligeira diminuição da procura no segmento de crédito a empresas. No segmento dos particulares, pelo contrário, antevê-se um ligeiro aumento da procura de crédito.

 

(Gráficos: Banco de Portugal)

 

Nota Técnica: o índice de difusão é calculado com utilização de uma escala que possibilita a agregação das respostas individuais, segundo a intensidade e sentido da resposta, a qual assume valores entre -1 e 1, correspondendo o valor 0 à situação “sem alterações”. Nas questões referentes à oferta, valores inferiores a 0 indicam critérios menos restritivos ou um impacto dos fatores no sentido de uma menor restritividade: o valor -0.5 corresponde a uma alteração “ligeira” (em termos de índice de difusão, tanto mais ligeira quanto mais próximo de 0 for o valor obtido), e o valor -1 a uma alteração considerável. Ao contrário, valores superiores a 0 indicam um aumento, quer da restritividade ao acesso a crédito bancário, quer das condições de risco dos mutuários: o valor 0.5 sinaliza alterações de intensidade ligeira, enquanto o valor 1 indica alterações consideráveis. Nas perguntas sobre procura, aplica-se a mesma escala, representando -1 e -0.5 uma redução da procura dirigida ao banco inquirido e 0.5 e 1 um aumento (ou um contributo dos fatores no mesmo sentido).

 

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IEFP – Estatísticas de Emprego

81

Durante o mês de março de 2021, inscreveram-se nos Centros de Emprego 46 807 pessoas, o que representa uma variação homóloga de -16,5% e uma variação mensal de 5,8%. Durante este mês, foram efetuadas 6 899 colocações, o que corresponde a um aumento de 42,4% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 16,3%.

No final do mês de março de 2021, estavam inscritos nos Centros de Emprego 432 851 indivíduos, o que corresponde a uma variação homóloga de 25,9% (89 090 pessoas) e a uma variação mensal de 0,2% (1 008 pessoas).

 

(Tabela: IEFP)

 

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, todas as regiões registaram aumentos do desemprego face a igual período do ano anterior. As regiões que apresentaram um maior aumento do desemprego, em termos homólogos, foram o Algarve (54,6%), Lisboa e Vale do Tejo (40,7%) e a Madeira (30,6%).

Comparativamente ao mês anterior, três regiões registaram uma diminuição do desemprego: a região Norte (-0,9%), Centro (-0,7%) e Açores (-0,1%). Em sentido inverso, a região do Alentejo registou o maior aumento mensal de desemprego (2,2%), seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo (1,6%) e Madeira (0,5%).

 

 

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(Gráfico: IEFP)

 

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INE – Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação

79

Em março de 2021, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 0,841%, registando uma diminuição de 0,012 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (0,853%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses diminuiu para 0,705%, o que compara com 0,716% em fevereiro de 2021.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 55 671 euros, registando um aumento de 224 euros face ao mês anterior (55 447 euros). Em março de 2021, o valor médio da prestação vencida total registou um aumento para 228 euros e nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 298 euros, o que equivale a um aumento de 10 euros em relação ao mês anterior (288 euros).

 

 

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INE – Índice de Preços na Produção Industrial

77

Em março de 2021, o Índice de Preços na Produção Industrial registou uma variação homóloga de 0,7%, mais 2,7 p.p. face ao registado no mês anterior (-2,0%).

O agrupamento de Energia, apresentou uma variação homóloga de -3,4%, mais 9,1 p.p. face à variação verificada no mês de fevereiro de 2021 (-12,5%). O agrupamento de Bens de Consumo apresentou uma variação homóloga de 0,7%, o que compara com 0,3% no mês anterior. O agrupamento de Bens Investimento registou uma variação homóloga de 0,7% (0,3 % no mês anterior).

O índice relativo à secção das Indústrias Transformadoras registou variações de -0,3% em termos homólogos (0,4% no mês anterior) e de -4,3% em termos mensais (0,2% em março de 2020).

 

 

O Índice de Preços na Produção Industrial registou um valor de 101,9 pontos em março, mais 2,0 pontos em relação ao mês precedente. O agrupamento de Bens de Energia aumentou 5,6 pontos para 94,3 pontos. O agrupamento de Bens de Investimento aumentou 0,2 pontos face ao mês anterior para 101,2 pontos, enquanto os de Bens de Consumo registaram mais 0,4 pontos, passando de 102,8 pontos em fevereiro para 103,2 em março.

 

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INE – Estatísticas Rápidas do Transporte Aéreo

76

Em fevereiro de 2021, nos aeroportos nacionais registou-se o movimento de 265,6 mil passageiros, representando um decréscimo homólogo de 92,9% (-79,3% em janeiro). O movimento de carga e correio totalizou 11,6 mil toneladas, correspondendo a uma diminuição homóloga de 33,5% (-30,2% em janeiro).

Em fevereiro de 2021 completam-se 12 meses em que se registaram óbitos em Portugal relacionados com a pandemia COVID-19. O sector do transporte aéreo foi um dos sectores da economia mais afetados.

Efetivamente, entre março de 2020 e fevereiro de 2021 aterraram nos aeroportos nacionais 79,5 mil aeronaves em voos comerciais, representando uma diminuição de 65,2% face aos 12 meses anteriores, e desembarcaram 5,8 milhões de passageiros o que corresponde a uma variação de -80,6% relativamente a esse mesmo período.

Após março de 2020, agosto e setembro foram os meses com menores decréscimos (-46,4% e -50,2% de aeronaves aterradas, -65,7% e -70,5% de passageiros desembarcados, respetivamente). Abril e maio foram os meses com maiores reduções (-94,5% e -92,7% de aeronaves aterradas, -99,4% e -98,5% de passageiros desembarcados, respetivamente), refletindo o impacto das medidas de restrição à mobilidade adotadas nacionalmente e nos principais destinos e origens do tráfego aéreo para os aeroportos portugueses, tendo em vista limitar o efeito da pandemia.

 

(Gráfico: INE)

 

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Eurostat – Produção no Sector da Construção

75

Em fevereiro de 2021, a produção no sector da construção, ajustada de dias úteis e da sazonalidade, diminuiu 0,6% em Portugal, 2,1% na Zona Euro e 1,6% na UE27, face ao mês anterior.

A construção variou -1,9% na Zona Euro e -1,3% na UE27, e a engenharia civil variou -3,4% na Zona Euro e -3,2% na UE27, face ao mês anterior.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para fevereiro de 2021, as maiores quedas da produção na construção foram registadas na Hungria (-11,7%), Polónia (-6,9%), França e Eslováquia (ambas -6,0%). Foram observados aumentos na Suécia (9,2%), Áustria (8,8%), Roménia (2,3%) e Bulgária (0,2%).

Em termos homólogos, a produção no sector da construção diminuiu 4,8% em Portugal, 5,8% na Zona Euro e 5,4% na UE27. A construção diminuiu 4,8% na Zona Euro e 4,1% na UE27, face ao período homólogo. Relativamente à engenharia civil, esta diminuiu 10,4% na Zona Euro e 9,8% na UE27.

As maiores quebras em termos homólogos registaram-se na Eslováquia (-24,4%), Polónia (-18,1%) e Espanha (-17,1%). Foram registados aumentos na Suécia (5,8%), Áustria (3,6%) e Roménia (1,6%).

 

(Gráfico: Eurostat)

 

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Banco de Portugal – Estatísticas das Empresas da Central de Balanços

74

O Banco de Portugal publica hoje as estatísticas das empresas da central de balanços relativas ao 4º trimestre de 2020.

De acordo com o Banco de Portugal, a rendibilidade do ativo (EBITDA/ativo) das empresas não financeiras em 2020 situou-se em 6,1%, valor idêntico ao observado no ano terminado no trimestre anterior e que representa um decréscimo de 1,5 pontos percentuais (pp) face a 2019.

Por sector de atividade, a rendibilidade das empresas privadas diminuiu 3,9 pp no sector dos transportes e armazenagem, 3,0 pp nas sedes sociais, 1,7 pp no comércio, 1,0 pp nos outros serviços e 0,7 pp nas indústrias. Os sectores da eletricidade e da construção registaram aumentos da rendibilidade de 0,3 pp e 0,1 pp, respetivamente. As empresas públicas apresentaram uma redução da rendibilidade de 9,5 pp por comparação com o final do ano anterior. Por classe de dimensão, a rendibilidade decresceu 0,5 pp nas grandes empresas e 1,2 pp nas PME4, situando-se em 8,4% e 5,8%, respetivamente.

A autonomia financeira (capital próprio/ativo) fixou-se em 39,9%, o que corresponde a um aumento de 0,5 pp face ao trimestre anterior e de 1,3 pp face ao final de 2019.

O peso dos financiamentos obtidos no total do ativo decresceu 0,6 pp, para 32,8%, no final de 2020, por comparação com o final de 2019.

O custo do financiamento (gastos de financiamento/financiamentos obtidos) foi de 3,0% em 2020, valor igual ao observado quer no ano terminado no terceiro trimestre quer em 2019.

O rácio de cobertura de gastos de financiamento (EBITDA/gastos de financiamento) situou-se em 6,1, valor idêntico ao registado no ano terminado do trimestre anterior e que corresponde a uma redução de 1,3 face a 2019. Por comparação com esse ano, as empresas públicas e todos os sectores das empresas privadas, com excepção da eletricidade e da construção, apresentaram reduções neste indicador.

 

(Gráfico: Banco de Portugal)

 

Nota: EBITDA – Resultado antes de depreciações e amortizações, gastos de financiamento e impostos; PME – Micro, pequenas e médias empresas; Empresas públicas – Empresas públicas não incluídas no sector das administrações públicas.

 

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Banco de Portugal – Dormidas na Hotelaria

73

Em fevereiro de 2021, verificaram-se 143 mil dormidas de turistas estrangeiros em Portugal, o que representou uma diminuição de 94,4% face a fevereiro de 2020.

De janeiro a fevereiro de 2021, verificaram-se 421 mil dormidas de turistas estrangeiros em Portugal, o que representou uma diminuição de 91,1% face a fevereiro de 2020. Os turistas oriundos do Alemanha ocuparam a 1ª posição, com 77 mil dormidas (18,2% do total), seguidos pelos provenientes da França com 46 mil (10,9% do total) e de Reino Unido com 44 mil dormidas (10,5% do total).

                                                                                                                                                      

 

 

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Banco de Portugal – Consumo de Gasolina e Gasóleo

72

Em fevereiro de 2021, foram consumidas 47,8 mil toneladas de gasolina, o que compara com 78,9 mil toneladas no mesmo mês do ano precedente (variação média nos últimos 12 meses de -22,6%). Relativamente ao gasóleo, foram consumidas 286,6 mil toneladas em fevereiro de 2021, valor que compara com 379,1 mil toneladas em fevereiro de 2020 (variação média nos últimos 12 meses de -16,8%).

 

 

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Banco de Portugal – Vendas de Cimento

71

O Índice de Vendas de Cimento registou, em março de 2021, uma variação homóloga de 30,8%, o que se traduz num aumento de 28,4 p.p. face ao mês precedente (2,4%). No mês em análise, o Índice de Vendas de Cimento atingiu um valor de 64,9 pontos, o que compara com 46,3 pontos no mês anterior e 49,6 pontos em março de 2020.

 

 

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