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Pilar de Competitividade: Capacitação de Recursos Humanos e Mercado de Trabalho

No âmbito das atividades desenvolvidas pelo Gabinete de Estratégia e Estudos na área de Capacitação de Recursos Humanos e Mercado de Trabalho, divulgamos a edição de 2024 da Ficha de Competitividade, com análise gráfica dos principais indicadores, incluindo evolução temporal e benchmark internacional, bem como síntese das medidas de política pública, da autoria de Carla Ferreira.
O mercado de trabalho e os recursos humanos existentes numa economia são determinantes para o seu nível de desempenho e de produtividade. O mercado de trabalho, traduzido na relação entre a procura de mão-de-obra pelas entidades empregadoras e a oferta pelos trabalhadores, é uma relação complexa e com a intervenção de vários atores. Neste contexto, o Estado, para além de empregador, atua no mercado através da implementação de medidas de política pública, para promoção da otimização ou correção do funcionamento, e como regulador, com o objetivo de promover a justiça e equidade nas relações laborais e a maior eficiência na capacitação e afetação de recursos.

Ficha de Competitividade – Capacitação de Recursos Humanos e Mercado de Trabalho 2024

Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em dezembro de 2024, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 107,0 pontos, o mesmo valor que em novembro de 2024.

A evolução dos sectores foi a seguinte: Indústria (de -4,5 para -4,4 pontos), Serviços (de 15,7 para 17,5), Construção (de 2,4 para 4,4) e Comércio a Retalho (de 3,2 para 4,2). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -14,3 para -15,7.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 1,7 pontos na União Europeia (de 96,2 pontos em novembro para 94,5 pontos em dezembro), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 1,9 pontos (de 95,6 pontos em novembro para 93,7 pontos em dezembro).

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Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro – BCE

No mês de novembro de 2024, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 4,53%, diminuindo 0,18 p.p. face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 4,35% e 4,74% em outubro para 4,26% e 4,55% em novembro de 2024, respetivamente.

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Em novembro de 2024, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) diminuiu 0,11 p.p., de 4,57% para 4,46%. As Taxas de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros e até 1 milhão de euros diminuíram para 4,82% e 4,56%, respetivamente, após terem registado valores de 5,12% e 4,86% no mês precedente, pela mesma ordem. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros a taxa de juro subiu para 4,34%, o que compara com 4,25% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores ligeiramente acima dos spreads médios da Zona Euro.

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No mês de novembro de 2024, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 1,73%, diminuindo 0,12 p.p. face ao mês anterior. Neste mês, a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 2,80 p.p.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Depósitos foram de 2,22% e 2,45% em novembro de 2024, respetivamente. As diferenças entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situaram-se, assim, em 2,04 p.p. e 2,10 p.p., respetivamente neste mês nestes países.

Observa-se, assim, um maior diferencial entre a Taxa de Juro de Novos Depósitos e a Taxa de Juro de Novos Empréstimos em Portugal relativamente às comparações apresentadas.

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Taxa de Desemprego – Eurostat

Em novembro de 2024, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 6,7%, aumentando 0,1 p.p. em relação à percentagem registada no mês anterior (6,6%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma subida de 0,2 p.p. (6,5%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em novembro de 2024, situou-se em 11,2%, permanecendo inalterado em relação ao mês anterior (11,2%) e apresentou uma variação de -0,7 p.p. face ao verificado no período homólogo (11,9%).

Para a Zona Euro, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em novembro de 2024, se tenha situado em 6,3%, mantendo-se constante em relação ao mês anterior (6,3%) e diminuindo 0,2 p.p. em termos homólogos (6,5%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 5,9%, estabilizando relativamente ao mês anterior.

Em novembro de 2024, o Eurostat estima que a taxa de desemprego <25 anos registada em Portugal tenha sido de 21,5%, diminuindo 0,6 p.p. em relação ao mês anterior. Em termos homólogos, registou uma diminuição de 2,4 p.p. (23,9%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,5%, mantendo-se constante relativamente ao mês precedente.

Para Espanha, a taxa de desemprego <25 anos estimada situou-se em 26,6%, em novembro de 2024, diminuindo 0,1 p.p. face ao mês anterior e registando uma variação de -2,2 p.p. face ao verificado no período homólogo (28,8%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥ 25 anos estimada foi 9,9%, diminuindo 0,1 p.p. em relação ao mês de outubro de 2024 (10,0%)

Para a Zona Euro, a taxa de desemprego <25 anos fixou-se, em novembro de 2024, nos 15,0%, manteve-se constante em relação ao mês anterior. Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,4%, permanecendo inalterado em relação a outubro de 2024. Na UE27, a taxa de desemprego <25 anos foi 15,3%, aumentando 0,1 p.p. em relação ao mês anterior, e a taxa de desemprego ≥25 anos foi 5,0%, o mesmo valor que o mês anterior.

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Taxa de Juro dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em novembro de 2024, as Taxas de Juro de Novos Empréstimos concedidos a residentes na área euro por Instituições Financeiras Monetárias residentes em Portugal diminuíram 0,16 p.p., de 4,56% em outubro para 4,40%. Quanto às Sociedades não Financeiras, as taxas de juro diminuíram 0,11 p.p. em comparação com o mês precedente, fixando-se em 4,46%. Em relação aos Particulares, as taxas de juro diminuíram 0,19 p.p., registando um valor de 4,36%. 

Entre outubro e novembro de 2024, as taxas de juro de novos empréstimos das Sociedades não Financeiras até 1 milhão de euros diminuíram 0,30 p.p. e acima de 1 milhão de euros aumentaram 0,09 p.p., fixando-se em 4,56% e 4,34%, respetivamente.

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Quanto aos Particulares, as taxas de juro de novos empréstimos de habitação diminuíram 0,11 p.p. entre outubro e novembro de 2024, fixando-se em 3,29%. Para o mesmo período, as taxas de juro de novos empréstimos de consumo diminuíram 0,20 p.p., fixando-se em 8,71%. As taxas de juro de novos empréstimos para outros fins diminuíram 0,3 p.p. entre outubro e novembro de 2024, fixando-se em 4,03%.

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Montantes dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em novembro de 2024, o valor total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 5 148 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga de 5,0% (menos 7,8 p.p. face ao mês anterior). O valor dos novos empréstimos às SNF registou neste mês uma variação homóloga de 14,4% (menos 20,5 p.p. quando comparada com a do mês anterior) e o valor dos novos empréstimos aos Particulares atingiu os -1,0% (menos 1,4 p.p. face a outubro de 2024).

Desde o início do ano, o valor acumulado total dos novos empréstimos das Outras Instituições Financeiras Monetárias às Sociedades não Financeiras e Particulares foi de 54 245 milhões de euros, o que correspondeu a uma variação homóloga acumulada de 5,8%. O valor acumulado dos novos empréstimos às SNF registou neste mês o valor de 23 333 milhões de euros que corresponde a uma variação homóloga acumulada de 8,4% e o valor acumulado dos novos empréstimos aos Particulares foi 30 912 milhões de euros, atingindo os 3,9% de variação homóloga acumulada.

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Vendas de Veículos Automóveis – ACAP

De acordo com a Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), no mês de dezembro de 2024, foram matriculados 24.242 veículos, o que representa um aumento homólogo de 16,4%. A categoria de Veículos Pesados apresentou uma diminuição de 45,9% (VH), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga de 21,3% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou uma variação homóloga de 8,2%.

Entre janeiro e dezembro de 2024 foram matriculados 249.268 veículos, o que representa um aumento homólogo de 5,6%. A categoria de Veículos Pesados apresentou um decréscimo de 8,3% (variação homóloga acumulada – VHA), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga acumulada de 5,1% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou um aumento de 13,3% (VHA).

De janeiro a dezembro de 2024, registaram-se 209 783 matrículas de veículos ligeiros de passageiros, sendo a distribuição dos veículos ligeiros de passageiros por fonte de energia a seguinte:

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Estatísticas das Empresas da Central de Balanços – Banco de Portugal

No 3º trimestre de 2024, a rendibilidade das empresas ― medida pelo rácio entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo ― foi de 9,4% (9,5% no segundo trimestre de 2024 e 9,8% no período homólogo).

A rendibilidade do ativo das empresas privadas foi de 9,5%, no final do 3º trimestre de 2024. Em comparação com o período homólogo, registou-se uma descida em todos os sectores de atividade, com exceção dos sectores da construção (+1,0 pp) e da eletricidade, gás e água (+0,6 pp). Os sectores das sedes sociais e indústrias foram aqueles em que a rendibilidade do ativo mais se reduziu (-2,5 pp e -1,2 pp, respetivamente).

A rendibilidade das empresas públicas fixou-se em 7,1% (-0,1 pp do que no período homólogo).

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A autonomia financeira das empresas, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, foi de 45,1% no 3º trimestre de 2024, valor superior ao registado no período homólogo (42,9%).

A autonomia financeira das empresas privadas foi de 45,4%, no final do 3º trimestre de 2024. Em comparação com o período homólogo, registou-se um aumento em todos os sectores, com exceção das sedes sociais. O sector de atividade que mais contribuiu para este aumento foi a eletricidade, gás e água (+6,4 pp).

Para o total das empresas, o peso dos financiamentos obtidos no total do ativo diminuiu para 27,2% (28,8% no período homólogo). Além da anteriormente referida conversão de empréstimos de empresas do grupo em capital, a evolução reflete também a redução continuada dos empréstimos contraídos junto do sector financeiro. O decréscimo foi transversal a todos os sectores, com exceção das sedes sociais, e a todas as classes de dimensão.

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O custo dos financiamentos obtidos aumentou de 4,0% para 5,0%, em comparação com o período homólogo. Este aumento foi transversal a todos os sectores. A tendência decrescente das taxas de juro nos novos empréstimos refletiu-se num aumento mais contido do custo dos financiamentos obtidos em relação ao trimestre anterior (+0,1 pp).

A cobertura dos gastos de financiamento das empresas (medida de pressão financeira que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) reduziu-se, em termos homólogos, de 8,6 para 6,9. Os sectores nos quais a cobertura dos gastos de financiamento mais diminuiu foram a indústria, o comércio e as sedes sociais.

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Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego – INE

A população empregada, em novembro de 2024, foi estimada em 5.107,0 mil pessoas, aumentando 0,1% face ao mês anterior (1,5 mil pessoas). A taxa de emprego estimada situou-se em 64,2%, tendo diminuído 0,1 p.p. face ao mês anterior (sem revisão face à previsão).

A população desempregada, estimada em 363,8 mil pessoas, aumentou 0,3% em relação ao valor registado para o mês anterior (1,0 mil pessoas). A taxa de desemprego estimada situou-se em 6,7%, tendo aumentado 0,1 p.p. em relação ao mês anterior (sem revisão face à previsão).

A taxa de desemprego estimada de jovens situou-se em 21,5%, tendo diminuído 0,6 p.p. em relação ao mês anterior (revista em alta de 21,9% para 22,1%). A taxa de desemprego estimada dos adultos situou-se em 5,5% e manteve-se em relação ao mês anterior.

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Em novembro de 2024, a estimativa provisória da taxa de emprego não ajustada de sazonalidade foi de 64,3% (64,5% no mês anterior) e a estimativa provisória da taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi de 6,7% (6,7% no mês anterior).

Nota: Os valores relativos ao último mês são provisórios e os relativos aos meses anteriores são definitivos.

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