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Paridades de Poder de Compra – INE

Tendo como referência a informação sobre preços de um cabaz comum de bens e serviços de 36 países europeus, compilada e trabalhada centralmente, o EUROSTAT calcula indicadores de Paridades de Poder de Compra (PPC), determinado num numerário artificial comum – o Purchasing Power Standard (PPS), com o objetivo de apresentar estimativas para os agregados da despesa ajustados das diferenças de preços relativos. Entre as diversas utilizações desta informação, salienta-se a da identificação das regiões suscetíveis de beneficiarem dos Fundos Estruturais.

Em 2023, o Produto Interno Bruto per capita de Portugal, expresso em Paridades de Poder de Compra (PPC), situou-se em 80,5% da média da União Europeia, valor superior em 3,1 pontos percentuais (p.p.) ao registado em 2022 (77,4%). Portugal ocupava, assim, a 15ª posição entre os 20 países da Zona Euro e a 18ª da União Europeia (16ª e 20ª em 2022, respetivamente).

Em 2023, Portugal subiu duas posições no conjunto dos países da EU ultrapassando a Estónia e a Polónia.

Observa-se uma elevada dispersão do indicador de volume do PIBpc medido em PPC nos 27 Estados-Membros da UE. O Luxemburgo (236,8) apresenta o índice mais elevado entre os 36 países, correspondendo a mais de duas vezes a média da UE27 e quase 4 vezes superior ao da Bulgária (63,8), o país da UE com o valor mais baixo. O coeficiente de variação do PIBpc nos 36 países considerados no exercício situou-se em 44,9%, valor inferior ao que se registou em 2022 (50,7%).

Enquanto o PIBpc é, principalmente, um indicador de actividade económica, a Despesa de Consumo Individual per capita (DCIpc) é um indicador mais apropriado para refletir o bem-estar das famílias. Devido aos efeitos da redistribuição do rendimento, a dispersão da DCIpc é menor que a evidenciada pelo PIBpc.

A DCIpc para Portugal fixou-se em 85,0% da média da União Europeia, 0,3 p.p. inferior ao observado no ano anterior, ocupando a 15ª posição na Zona Euro e a 18ª na União Europeia (14ª e 17ª posições, respetivamente, no exercício anterior).

(Gráfico: INE)

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(Tabela: INE)

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Índice de Custo do Trabalho – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 3º trimestre de 2024, Portugal registou um aumento no Índice de Custo do Trabalho, medido por hora trabalhada, de 8,4% em relação ao período homólogo.

Este valor explica-se pelo aumento, em termos nominais, dos salários (8,4%) e pelo aumento dos outros custos salariais (8,2%). Em termos de sectores, o sector público registou um aumento de 8,7% e o sector privado registou um aumento de 8,2%, sendo que a Indústria registou um aumento de 10,4% (VH), a Construção registou um aumento de 8,6% (VH) e os Serviços um aumento de 7,1% (VH).

No período em análise, o Índice de Custo do Trabalho aumentou 4,6% (VH) na Zona Euro e 5,1% (VH) na UE.

No 3º trimestre de 2024, em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, os maiores aumentos nos custos salariais horários para toda a economia foram registados na Roménia (17,1%), Croácia (15,1%), Hungria (14,1%), Bulgária (12,7%) e Letónia (12,6%). Mais três Estados-Membros da UE registaram um aumento igual ou superior a 10%, nomeadamente: Polónia (12,0%), Lituânia (11,0%) e Áustria (10,0%), enquanto a Grécia registou uma diminuição (-2,9%).

Os custos laborais aumentaram, assim, na maioria dos países da União Europeia, no 3º trimestre de 2024.

(Gráfico: Eurostat)

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Vendas de Cimento – Banco de Portugal

O Índice de Vendas de Cimento registou, em novembro de 2024, uma variação homóloga de -0,9%, o que se traduz numa diminuição de 9,4 p.p. face ao mês precedente (8,5%). No mês em análise, o Índice de Vendas de Cimento atingiu um valor de 56,8 pontos, o que compara com 61,4 pontos no mês anterior e 57,3 pontos em novembro de 2023.

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100.ª Edição Seminários GEE-GPEARI: História, desafios e oportunidades

O Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) e o Gabinete de Estratégia e Estudos (GEE) assinalaram a 11 de dezembro, a 100.ª Edição dos Seminários conjuntos.

O ciclo de Seminários conjuntos iniciou-se em fevereiro de 2016, com regularidade mensal, promovendo a apresentação de tópicos relevantes para as Políticas Públicas e/ou Estudos sobre a Economia Portuguesa e Produtividade, estimulando o debate e troca de ideias entre a Academia/ a Administração Pública e Sector Privado, assim como o acesso a conhecimento atualizado e diversificado.

Esta edição especial contou com as Boas-vindas pela Diretora do GEE, Joana Almodovar, e abertura da sessão pelo Secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, José Brandão de Brito.

No primeiro painel, moderado por Ana Martins e com a participação de Rita Bessone Basto e de José Carlos de Azevedo Pereira, Diretor-Geral do GPEARI, foi debatido a história e evolução dos Seminários GEE-GPEARI. No segundo painel, moderado por Paulo Costa, com participação de Ana Fontoura Gouveia e de Sílvia Santos, foram abordados os contributos dos Seminários para as Políticas Públicas: desafios e oportunidades.

 

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Índice de Produção Industrial – Eurostat

Em outubro de 2024, a produção no sector industrial, ajustada de dias úteis, registou variações de 0,0% na Zona Euro e 0,3% na UE, face ao mês anterior. Em setembro de 2024, a produção industrial tinha registado variações de -1,5% na Zona Euro e de -1,4% na UE. Portugal registou um aumento de 3,1% face ao mês anterior, o que compara com um aumento de 3,0% em setembro de 2024.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para outubro de 2024, os maiores aumentos ocorreram na Irlanda (5,7%), Dinamarca (5,4%) e Polónia (3,5%). As maiores diminuições foram registadas na Lituânia (-7,5%), Bélgica (-6,2%) e Croácia (-3,9%).

Em termos homólogos, a produção industrial registou variações de -1,2% na Zona Euro e -0,8% na UE, em outubro de 2024. Portugal registou um aumento de 3,6%, após ter registado um aumento de 2,5% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para outubro de 2024, as maiores subidas foram registadas na Irlanda (15,2%), Dinamarca (8,6%) e Malta (6,2%). As maiores descidas da produção no sector industrial em termos homólogos foram registadas na Bélgica (-7,9%), Alemanha (-4,9%) e Itália (-3,6%).

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(Gráficos: Eurostat)

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Empresas em Portugal – dados definitivos – INE

Em 2023, as empresas em Portugal registaram um crescimento nominal do volume de negócios, do valor acrescentado bruto (VAB) e do excedente bruto de exploração (EBE), com +4,9%, +13,8% e +14,1% (+22,5%, +19,9% e +26,1% em 2022, pela mesma ordem). O pessoal ao serviço e os gastos com o pessoal apresentaram o mesmo comportamento com +5,5% e +13,0%, respetivamente (+5,8% e +12,6% em 2022).

(Gráfico: INE)

O sector dos Serviços financeiros foi o que mais contribuiu para o crescimento do volume de negócios entre 2022 e 2023 (+1,9 p.p.), seguido do Comércio (+1,5 p.p.). No que se refere ao VAB, a Indústria e energia e os Outros serviços evidenciaram os maiores contributos (+3,0 p.p. e +2,5 p.p., respetivamente), enquanto no EBE foram os sectores da Indústria e energia e os Serviços financeiros que mais contribuíram para o crescimento observado (+4,4 p.p. e +3,5 p.p.).

Em 2023, existiam 512 751 sociedades não financeiras (+4,9% face a 2022), que registaram crescimentos de 5,9% no pessoal ao serviço, 3,0% no volume de negócios, 13,6% no VAB e 13,0% no EBE (+5,2%, +24,1%, +18,6% e +24,2%, pela mesma ordem, em 2022). As sociedades de grande dimensão evidenciaram crescimentos superiores na maioria dos indicadores económicos, com exceção do Volume de negócios em que as PME registaram um crescimento superior às grandes (4,6% e 1,1%, respetivamente). A produtividade aparente do trabalho atingiu os 37,5 mil euros por pessoa ao serviço, enquanto a remuneração média anual ascendeu a 18,5 mil euros por pessoa ao serviço remunerada.

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(Tabela: INE)

Em 2023, existiam 32 188 sociedades com perfil exportador em Portugal (+4,7% face ao ano anterior), correspondendo a 6,3% do total de sociedades não financeiras e 23,7% do pessoal ao serviço (valores idênticos a 2022). Estas sociedades representaram ainda 35,3% do volume de negócios, 33,3% do VAB e 33,7% do EBE das sociedades não financeiras (-1,8 p.p., +0,8 p.p. e +1,6 p.p. face a 2022).

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(Gráfico: INE)

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Atividade Turística – INE

Em outubro de 2024, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 7,6 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 2,5% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 5,7 milhões de dormidas (3,0%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 1,9 milhões de dormidas (1,2%, VH).

De janeiro a outubro de 2024, a hotelaria registou 71,1 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano passado (3,7%, variação homóloga acumulada – VHA).  No período em análise, os residentes foram responsáveis por 20,7 milhões de dormidas (1,2%, VHA) e os não residentes representam 50,5 milhões de dormidas (4,8%, VHA).

Em outubro de 2024, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 644,1 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 9,9%.

Em termos regionais (NUTS II), em outubro de 2024, destacam-se as regiões do RA Açores (18,5%), do RA Madeira (16,0%) e do Centro (14,6%) que apresentaram as maiores variações homólogas positivas.

De janeiro a outubro de 2024, foram registados 5969,1 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 10,6%.

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Boletim Económico – Banco de Portugal

O Boletim Económico (BE) de dezembro do Banco de Portugal (BdP) revê em alta a previsão do crescimento do PIB para 2024 para 1,7%, face à projecção de 1,6% publicada no Boletim de outubro de 2024, e também revê em alta a previsão do crescimento do PIB para 2025 em 0,1 p.p. (de 2,1% na previsão do BE de outubro para 2,2% na previsão do BE de hoje).

No que se refere ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), as previsões do BdP para 2024 são de 2,6%, face ao mesmo valor nas previsões de outubro.

A taxa de desemprego para 2024 manteve a previsão de 6,4% no BE de outubro.

Relativamente à Balança Corrente e de Capital (em % do PIB), o valor foi revisto em baixa em 0,6 p.p. para 2024 (de 4,2% em outubro para 3,6%).

(Tabela: Banco de Portugal)

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Índices de Emprego e Remunerações na Construção – INE

Em outubro de 2024, os Índices de Emprego e Remunerações na Construção apresentaram variações homólogas de 3,3% e 11,1%, respetivamente. No mês de setembro de 2024, as variações homólogas respetivas tinham sido de 2,8% e 8,8%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses foi de 2,9% no Índice de Emprego e de 10,2% no Índice de Remunerações.

O Índice de Emprego na Construção (em valor absoluto) registou, em outubro de 2024, um valor de 111,9 pontos, aumentando 0,8 pontos relativamente ao mês precedente (111,1 pontos em setembro). O Índice de Remunerações na Construção (em valor absoluto) apresentou um valor de 128,6 pontos em outubro, aumentando 3,7 pontos em relação ao mês anterior (124,8 pontos em setembro).

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Índice de Produção na Construção – INE

Em outubro de 2024, o Índice de Produção na Construção (média móvel de três meses (mm3m), corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade registou uma taxa de variação homóloga de 3,9%, superior em 1,6 p.p. ao valor verificado no mês anterior (2,3%).

A evolução foi semelhante em ambos os segmentos da Construção de Edifícios e Engenharia Civil:

▪ A Construção de Edifícios aumentou 4,9%, taxa 1,8 p.p. superior à registada em setembro;

▪ A Engenharia Civil passou de um crescimento de 1,0% no mês anterior, para 2,3%.

A taxa de variação média dos últimos 12 meses (corrigida dos efeitos de calendário e da sazonalidade) aumentou 0,1 p.p. face ao mês anterior, fixando-se em 3,4% (3,3% em setembro de 2024).

O Índice de Produção na Construção (em valor absoluto), corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou um valor de 116,4 pontos em outubro, aumentando 5,1 pontos em relação ao mês precedente (111,3 pontos em setembro). Na componente Construção de Edifícios, o índice aumentou de 111,5 pontos em setembro para 116,4 em outubro e na componente Engenharia Civil o índice aumentou de 110,9 pontos em setembro para 116,5 pontos em outubro.

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