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Comércio a Retalho – Eurostat

Em agosto de 2025, o volume do Comércio a Retalho, a preços constantes e ajustado de sazonalidade, aumentou 0,1% na Zona Euro e manteve-se na UE27, face ao mês anterior. Em julho de 2025, o volume do Comércio a Retalho tinha registado variações de -0,4% na Zona Euro e -0,3% na UE27.

Portugal registou uma diminuição de 0,7% face ao mês anterior, o que compara com uma diminuição de 0,2% em julho de 2025.

Comparando com o mês anterior e entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para agosto de 2025, os maiores aumentos foram registados na Lituânia (1,7%), Chipre e Malta (ambos, 1,5%) e Suécia (1,1%). As maiores diminuições foram observadas na Roménia (-4,0%), Polónia (-0,8%), Luxemburgo e Portugal (ambos, -0,7%).

Em termos homólogos, o volume do Comércio a Retalho aumentou 1,0% na Zona Euro e aumentou 1,1% na UE27, em agosto de 2025.

Portugal registou um aumento homóloga de 4,0%, após ter registado um aumento homólogo de 6,1% no mês anterior.

Entre os Estados-Membros para os quais existem dados disponíveis para agosto de 2025, os maiores aumentos do Comércio a Retalho em termos homólogos foram registados em Chipre (9,4%), Malta (9,2%) e Luxemburgo (7,3%). As maiores diminuições foram observadas na Roménia (-3,8%), França (-1,4%) e Finlândia (-1,2%).

(Gráfico: Eurostat)

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Indicadores económico-financeiros das empresas não financeiras privadas – Banco de Portugal

Em 2024, o volume de negócios das empresas aumentou 3,3% em relação a 2023. Esta evolução foi transversal a todos os setores de atividade, com exceção da eletricidade, gás e água. Os aumentos mais expressivos observaram-se nos setores da construção e atividades imobiliárias e do alojamento e restauração: 8,5% e 8,4% respetivamente. No setor da eletricidade, gás e água registou-se uma redução de 16,7%, justificada essencialmente pela evolução dos preços de eletricidade do Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL).

O EBITDA das empresas (resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos) aumentou 2,5%. Contudo, as margens EBITDA em percentagem do volume de negócios contraíram-se ligeiramente, para 13,4% (-0,1 pp do que em 2023), em resultado, sobretudo, do aumento mais acentuado dos gastos com pessoal (+8,5%). O EBITDA dos setores da eletricidade, gás e água e da indústria reduziu-se 4,6% e 4,3%, respetivamente.

A rendibilidade do ativo (relação entre o EBITDA e o total do ativo) diminuiu para 9,3% em 2024 (9,5% em 2023).

A rendibilidade dos capitais próprios (relação entre o resultado líquido e o capital próprio) também registou uma redução, embora mais acentuada, para os 9,4% (10,3% em 2023). Esta redução foi justificada pela contração do resultado líquido, a par do aumento dos capitais próprios.

O decréscimo das rendibilidades foi transversal a todos os setores de atividade, com exceção da construção e atividades imobiliárias, que apresentou aumentos de 0,2 pp na rendibilidade dos capitais próprios e de 0,3 pp na rendibilidade do ativo. O setor das indústrias foi o que registou a maior contração, quer da rendibilidade dos capitais próprios, quer do ativo (-2,0 pp e -0,9 pp).

(Gráfico: Banco de Portugal)

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(Figura: Banco de Portugal)

Em meados de 2024, e pela primeira vez desde 2022, a tendência de subida das taxas de juro inverteu-se, refreando o crescimento do custo dos financiamentos obtidos pelas empresas. O custo dos financiamentos atingiu 5% no final de 2024, mais 0,4 pp do que no final de 2023. No ano anterior, a subida tinha sido de 1,6 pp. O aumento do custo dos financiamentos do primeiro quartil de empresas situou-se, no máximo, em 0,2 pp (aumento de 2,0% para 2,2%). Por outro lado, 25% das empresas registaram um custo dos financiamentos igual ou superior a 7,9% em 2024 (aumento de, pelo menos, 1,1 pp relativamente a 2023).

Por conseguinte, a cobertura dos gastos de financiamento — que mede o número de vezes que o EBITDA gerado cobre os gastos de financiamento — reduziu-se de 7,5 vezes, em 2023, para 7,2 vezes em 2024. O aumento do custo dos financiamentos e a redução da cobertura dos gastos de financiamento pelo EBITDA foram transversais a todos os setores, com exceção do setor da construção e atividades imobiliárias.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Em 2024, as empresas reforçaram os capitais próprios, tendo a sua autonomia financeira (relação entre o capital próprio e o total do ativo) aumentado para 44,3% (42,8% em 2023). Este incremento foi observado em todos os setores de atividade, mas foi mais acentuado no setor do alojamento e restauração (+2,9 pp).

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(Gráfico: Banco de Portugal)

Em 2024, 13,5% das empresas não conseguiram gerar EBITDA suficiente para cobrir os seus gastos de financiamento, o que representa uma melhoria de 0,4 pp relativamente a 2023. Esta evolução positiva foi mais acentuada nos setores do alojamento e restauração e da construção e atividades imobiliárias.

Em 2024, 31,8% das empresas tiveram EBITDA negativo, o que representa um decréscimo de 0,5 pp em comparação com o ano anterior.

A percentagem de empresas com resultados líquidos negativos foi de 37,9%, menos 0,4 pp do que em 2023. Esta melhoria foi mais acentuada nos setores da construção e atividades imobiliárias.

A percentagem de empresas com capital próprio negativo — aquelas cujo passivo supera o ativo — também se reduziu, passando de 26,7%, em 2023, para 26,5% em 2024.

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(Gráfico: Banco de Portugal)

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Estatísticas das Empresas da Central de Balanços – Banco de Portugal

No segundo trimestre de 2025, a rendibilidade das empresas ― medida pela relação entre os resultados antes de amortizações, depreciações, juros e impostos (EBITDA) e o total do ativo ― foi de 9,3% (9,4% no final de 2024).

Em comparação com o final de 2024, a rendibilidade do ativo das empresas privadas praticamente não se alterou, mas apresentou evoluções distintas entre setores de atividade.

Os setores dos transportes e armazenagem e das indústrias registaram a maior redução na rendibilidade do ativo (-1,3 pp e -0,8 pp, respetivamente). Nos transportes e armazenagem, a diminuição foi justificada pelo efeito conjunto da redução do EBITDA e do aumento do ativo (essencialmente motivado pelo acréscimo dos créditos comerciais). Nas indústrias, refletiu o decréscimo do EBITDA, embora por via da redução das margens de refinação e da queda do preço da pasta do papel.

Pelo contrário, a rendibilidade das sedes sociais aumentou 0,5 pp em relação ao final de 2024, em resultado do recebimento de um valor superior de dividendos de empresas participadas.

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A autonomia financeira do total das empresas, medida pelo peso do capital próprio no total do ativo, foi de 45,4% no segundo trimestre de 2025, valor ligeiramente superior ao registado no final de 2024 (+0,1 pp). Este aumento decorreu, essencialmente, da incorporação dos resultados do ano corrente nos capitais próprios das empresas.

No final do segundo trimestre de 2025, a autonomia financeira das empresas privadas era de 45,7%. Este indicador evoluiu de forma distinta entre setores de atividade. A subida mais acentuada ocorreu no setor do comércio (+0,7 pp do que no final de 2024), por via da referida incorporação de resultados, e a maior diminuição no setor dos transportes e armazenagem (-0,4 pp), influenciada pelo já mencionado aumento dos créditos comerciais no total do ativo.

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O custo dos financiamentos obtidos reduziu-se de 4,9%, no final de 2024, para 4,7% no segundo trimestre de 2025. Esta redução refletiu a tendência de descida das taxas de juro, que se iniciou em meados de 2024, e foi transversal a todos os setores de atividade e classes de dimensão.

A cobertura dos gastos de financiamento das empresas (medida de pressão financeira que quantifica o número de vezes que o EBITDA gerado pelas empresas é superior aos seus gastos de financiamento) subiu de 7,0 para 7,3. Esta subida foi transversal à maioria dos setores, com exceção dos setores das indústrias, eletricidade, gás e água e dos transportes e armazenagem, nos quais a cobertura dos gastos de financiamento se reduziu, devido à diminuição do EBITDA.

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Vendas de Veículos Automóveis – ACAP

De acordo com a Associação do Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), no mês de setembro de 2025, foram matriculados 20 544 veículos, o que representa um aumento homólogo de 13,8%. A categoria de Veículos Pesados apresentou um aumento de 36,9% (VH), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga de 12,9% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou uma variação homóloga de 13,3%.

Entre janeiro e setembro de 2025 foram matriculados 199 714 veículos, o que representa um aumento homólogo de 6,8%. A categoria de Veículos Pesados apresentou um decréscimo de 6,8% (variação homóloga acumulada – VHA), a de Veículos Ligeiros de Passageiros registou uma variação homóloga acumulada de 8,7% e a categoria de Veículos Comerciais Ligeiros apresentou um decréscimo de 2,7% (VHA).

De janeiro a setembro de 2025, registaram-se 171 564 matrículas de veículos ligeiros de passageiros, sendo a distribuição dos veículos ligeiros de passageiros por fonte de energia a seguinte:

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na última semana de setembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade próxima da observada nas semanas anteriores. Em 25 de setembro de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou -1,7% (VH), que compara com -0,4% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Taxa de Desemprego – Eurostat

Em agosto de 2025, a taxa de desemprego (ajustada para a sazonalidade) estimada para Portugal foi 6,1%, aumentando 0,1 pontos percentuais (pp) em relação à percentagem registada no mês anterior (6,0%). Em termos homólogos, a taxa de desemprego registou uma diminuição de 0,2 pp (6,3%).

Para Espanha, a taxa de desemprego estimada, em agosto de 2025, situou-se em 10,3%, diminuindo 0,1 pp em relação ao mês anterior (10,4%) e apresentou uma variação de -1,0 pp face ao verificado no período homólogo (11,3%).

Para a Zona Euro, o Eurostat estima que a taxa de desemprego, em agosto de 2025, se tenha situado em 6,3%, aumentando 0,1 pp em relação ao mês anterior (6,2%) e mantendo-se inalterada em termos homólogos (6,3%). Na UE27, a taxa de desemprego estimada foi 5,9%, estabilizando relativamente ao mês anterior.

Em agosto de 2025, o Eurostat estima que a taxa de desemprego <25 anos registada em Portugal tenha sido de 18,9%, diminuindo 0,6 pp em relação ao mês anterior. Em termos homólogos, registou uma diminuição de 1,0 pp (19,9%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,1%, aumentando 0,2 pp relativamente ao mês precedente.

Para Espanha, a taxa de desemprego <25 anos estimada situou-se em 23,1%, em agosto de 2025, diminuindo 0,3 pp face ao mês anterior e registando uma variação de -3,6 p.p. face ao verificado no período homólogo (26,7%). Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥ 25 anos estimada foi 9,2%, diminuindo 0,1 pp em relação ao mês de julho de 2025 (9,3%)

Para a Zona Euro, a taxa de desemprego <25 anos fixou-se, em agosto de 2025, nos 14,0%, manteve-se constante em relação ao mês anterior. Para o mesmo período, a taxa de desemprego ≥25 anos estimada foi 5,5%, permanecendo inalterado em relação a julho de 2025. Na UE27, a taxa de desemprego <25 anos foi 14,6%, aumentando 0,2 pp em relação ao mês anterior, e a taxa de desemprego ≥25 anos foi 5,1%, o mesmo valor que o mês anterior.

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Taxas de Câmbio – BCE

No mês de setembro de 2025, 1,0000 Euro (EUR) equivaleu, em média, a 1,1741 Dólares americanos (USD).

As taxas de câmbio de algumas moedas (valor da média mensal) face ao Euro (EUR) foram as seguintes:

   

setembro de 2024  

agosto de 2025  

setembro de 2025  

 Dólar dos EUA   

  USD  

1,1196

1,1658

1,1741

 Libra Esterlina

GBP

0,8668

0,8354

0,8734

 Franco Suíço

CHF

0,9364

0,9439

0,9364

 Iene

JPY

159,82

171,72

173,76

 

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Taxa de Juro Novos Empréstimos e Novos Depósitos na Área Euro – BCE

No mês de agosto de 2025, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) fixou-se em 3,46%, diminuindo 0,12 pontos percentuais (pp) face ao mês anterior.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Empréstimos com maturidade original até 1 ano dos Bancos (IFM) às Empresas (SNF) passaram de 3,27% e 3,26% em julho de 2025 para 3,23% e 3,11% em agosto de 2025, respetivamente.

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Em agosto de 2025, a Taxa de Juro de Novos Empréstimos dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) diminuiu 0,11 pp (pontos percentuais), de 3,65% para 3,54%. A Taxa de Juro de Novos Empréstimos com montantes até 0,25 milhão de euros aumentou de 4,25% para 4,30% e até 1 milhão de euros diminuiu de 3,83% para 3,81%, face ao mês precedente. Nos novos empréstimos acima de 1 milhão de euros a taxa de juro baixou para 3,16%, o que compara com 3,44% no mês anterior.

Os spreads das Taxas de Juro de Novos Empréstimos continuam em valores acima dos spreads médios da Zona Euro.

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No mês de agosto de 2025, a Taxa de Juro de Novos Depósitos (de prazo superior a 1 ano) dos Bancos (IFM) em Portugal às Empresas (SNF) e Famílias fixou-se em 1,38%, diminuindo 0,01 pp face ao mês anterior. Neste mês, a diferença entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situou-se, assim, em 2,08 pp.

Relativamente a Espanha e Alemanha, as taxas de juro de Novos Depósitos foram de 2,13% e 2,08% em agosto de 2025, respetivamente. As diferenças entre a Taxa de Juro de Novos Empréstimos e a Taxa de Juro de Novos Depósitos situaram-se, assim, em 1,10 pp e 1,03 pp, respetivamente neste mês nestes países.

Observa-se, assim, um maior diferencial entre a Taxa de Juro de Novos Depósitos e a Taxa de Juro de Novos Empréstimos em Portugal relativamente às comparações apresentadas.

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Taxa de Juro dos Novos Empréstimos – Banco de Portugal

Em agosto de 2025, as Taxas de Juro de Novos Empréstimos concedidos a residentes na área euro por Instituições Financeiras Monetárias residentes em Portugal diminuíram 0,04 pp (pontos percentuais), de 3,87% em julho de 2025 para 3,83%. Quanto às Sociedades não Financeiras, as taxas de juro diminuíram 0,11 pp em comparação com o mês precedente, fixando-se em 3,54%. Em relação aos Particulares, as taxas de juro diminuíram 0,03 pp, registando um valor de 4,03%. 

Entre julho de 2025 e agosto de 2025, as taxas de juro de novos empréstimos das Sociedades não Financeiras até 1 milhão de euros diminuíram 0,02 pp e acima de 1 milhão de euros diminuíram 0,28 pp, fixando-se em 3,81% e 3,16%, respetivamente.

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Quanto aos Particulares, as taxas de juro de novos empréstimos de habitação diminuíram 0,03 pp entre julho e agosto de 2025, fixando-se em 2,86%. Para o mesmo período, as taxas de juro de novos empréstimos de consumo diminuíram 0,06 pp, fixando-se em 8,77%. As taxas de juro de novos empréstimos para outros fins mantiveram-se inalteradas, fixando-se em 3,53%.

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