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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em outubro de 2024, o Indicador de Clima Económico aumentou de 2,1 para 2,5 (%, vcs).

Entre setembro e outubro de 2024, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de 4,3 para 13,8 e o do Comércio permaneceu inalterado em 0,9. No mesmo período, a Indústria Transformadora diminuiu de -2,9 para -3,7 e a Construção e Obras Públicas registou um aumento de -3,8 para -0,3. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -14,7 (sre, ve) em outubro de 2024 (-12,8 em setembro de 2024).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Estimativa Rápida do PIB – INE

O Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 1,9% no 3º trimestre de 2024, taxa superior em 0,3 pontos percentuais à verificada no trimestre precedente. O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou ligeiramente no 3º trimestre, verificando-se uma aceleração do consumo privado e uma diminuição do investimento. O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB manteve-se negativo, registando-se uma aceleração das importações e das exportações de bens e serviços.

Comparando com o 2º trimestre de 2024, o PIB aumentou 0,2% em volume, taxa idêntica à verificada no trimestre anterior. O contributo da procura interna para a variação em cadeia do PIB permaneceu positivo no 3º trimestre, observando-se um crescimento do investimento e do consumo privado, enquanto a procura externa líquida manteve um contributo negativo.

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Índice de Volume de Negócios no Comércio – INE

Em setembro de 2024, o Índice de Volume de Negócios no Comércio, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 4,8%, inferior em 0,6 p.p. à observada em agosto de 2024 (5,4%).

Em termos desagregados, o índice de volume de negócios do comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos registou uma variação homóloga de 5,7%, o índice de volume de negócios do comércio por grosso registou uma variação homóloga de 4,2% e o índice de volume de negócios do comércio a retalho registou 5,2%, valores que comparam com 1,1%, 6,7% e 5,4% no mês anterior, respetivamente.

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – estimativa rápida – INE

A estimativa rápida do Comércio Internacional de bens do 3º trimestre de 2024 aponta para acréscimos nas exportações e importações de, respetivamente, 9,9% e 6,6%, em termos nominais e em relação ao período homólogo.

Importa, no entanto, assinalar que estas variações refletem, em grande medida, acréscimos significativos nas transações de bens com vista a ou na sequência de trabalhos por encomenda, sem mudança de propriedade.

As transações de bens aumentam pelo segundo trimestre consecutivo, tendo as variações homólogas no trimestre anterior sido de 2,9% nas exportações e 0,8% nas importações.

(Gráfico: INE)

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Procura Turística dos Residentes – INE

No 2º trimestre de 2024, as viagens realizadas pelos residentes em Portugal decresceram 13,4% em termos homólogos (após -7,8% no 1ºT 2024), totalizando 4,9 milhões. As viagens em território nacional recuaram 15,4% (variação homóloga, VH), atingindo 4,1 milhões (83,7% do total de deslocações), enquanto as viagens com destino ao estrangeiro registaram o primeiro decréscimo desde o 2º trimestre de 2021 (-1,5%, VH), totalizando 799,9 mil (16,3% do total).

Invertendo o padrão do trimestre anterior, a principal motivação para viajar, no 2º trimestre de 2024, foi o “lazer, recreio ou férias”, estando na origem de cerca de 2,4 milhões de viagens dos residentes (49,0%, +0,6 p.p. face ao 2ºT 2023). O segundo principal motivo foi a “visita a familiares ou amigos”, que originou 1,9 milhões de viagens (38,4% do total, +0,6 p.p. face ao 2ºT 2023).

Os “hotéis e similares” concentraram 26,4% das dormidas (4,6 milhões) resultantes das viagens turísticas dos residentes no 2º trimestre de 2024, sendo superados pelo “alojamento particular gratuito”, que se manteve como a principal opção de alojamento (58,3% das dormidas), ao acolher 10,1 milhões de dormidas nas viagens de residentes.

No processo de organização das deslocações, a internet foi utilizada em 30,0% das situações (+4,4 p.p. face ao 2ºT 2023), tendo este recurso sido opção em 67,6% das viagens para o estrangeiro (+2,8 p.p. face ao 2ºT 2023) e em 22,7% das realizadas em território nacional (+3,6 p.p. face ao 2ºT 2023).

Importa assinalar que os resultados apresentados neste destaque terão sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado à Páscoa, que no ano anterior se concentrou em abril (2ºT), enquanto este ano se repartiu entre março (1ºT) e abril (2ºT).

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(Gráficos: INE)

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em setembro de 2024, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 1 695 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 1,9% face ao mês anterior e a um aumento de 10,0% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 1 882 euros/m2, registando um aumento de 1,7% em relação ao mês anterior e um aumento 10,2% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1 301 euros/m2, aumentando 0,3% face ao mês precedente e aumentando 8,6% em termos homólogos.

Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (1,3%); Centro (0,4%); Oeste e Vale do Tejo (-0,2%); Grande Lisboa (1,3%); Península de Setúbal (1,2%); Alentejo (-0,5%); Algarve (2,6%); Região Autónoma dos Açores (0,4%) e Região Autónoma da Madeira (1,6%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (10,9%); Centro (8,2%); Oeste e Vale do Tejo (12,8%); Grande Lisboa (9,2%); Península de Setúbal (9,9%); Alentejo (0,4%); Algarve (6,2%); Região Autónoma dos Açores (5,2%) e Região Autónoma da Madeira (11,8%).   

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em setembro de 2024, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 72,3 mil milhões de euros, aumentando 83 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 0,4% (0,0% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 130,9 mil milhões de euros, registando uma TVA de 2,6% (2,2% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 1,7%, aumentando 0,5 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 7,7%, aumentando 0,7 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 2,7%, aumentando 0,1 p.p. em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em setembro de 2024 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 1,28% (1,28% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 2,10% para 2,08%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,84% (0,83% no mês precedente).

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Em setembro de 2024, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (34,7%) e no Norte (30,3%).

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Em setembro de 2024, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,7% (3,6% no mês anterior).

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 20 de outubro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada na semana anterior. Em 17 de outubro de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 8,9% (VH), que compara com 3,7% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Too Many Changes? Post-Displacement Job Mobility and Wages: an Analysis of Displaced Workers in Portugal

Neste seminário foi analisado o impacto da mobilidade (ocupacional, industrial e geográfica) nas dinâmicas salariais de trabalhadores que perderam o emprego devido a fechos de empresas (“despejados”) utilizando os Quadros de Pessoal, uma base de microdados que permite a implementação de um modelo com efeitos fixos multidimensionais para comparar trajetórias salariais de trabalhadores despejados que sofrem (ou optam pela) mobilidade ocupacional, industrial ou geográfica com aqueles que se mantêm. Serão também abordadas possíveis diferenças de género que poderão ser encontradas nos efeitos salariais destes modelos de mobilidade.

Estudar o impacto da mobilidade laboral após despejo nas trajetórias salariais em Portugal é crucial para compreender como os trabalhadores se recuperam da perda de emprego e como as dinâmicas do mercado de trabalho afetam a estabilidade dos rendimentos. O deslocamento frequentemente resulta em cicatrizes salariais, onde os trabalhadores sofrem perdas de rendimento a longo prazo. Ao analisar os padrões de mobilidade laboral, podemos identificar fatores que influenciam a recuperação ou a diminuição dos salários, como mudanças de setor, desajustes de competências ou disparidades regionais. Esta investigação pode informar políticas destinadas a melhorar as perspetivas de reemprego dos trabalhadores e a minimizar as penalizações salariais, apoiando, assim, resultados mais equitativos no mercado de trabalho, especialmente em relação à igualdade de género, e a resiliência económica em Portugal.

Apresentação 98.º Seminário GEE/GPEARI – Too Many Changes? Post-Displacement Job Mobility and Wages: an Analysis of Displaced Workers in Portugal.pdf