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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em agosto de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 810,8 mil milhões de euros, dos quais 359,1 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 451,7 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 294,6 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 157,1 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,3 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 1,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um decréscimo de 0,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 0,3 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,7 mil milhões de euros.

Relativamente a agosto de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 11,9 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 6,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um decréscimo de 5,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 8,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 3,5 mil milhões de euros.

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Em agosto de 2024, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de -0,7%, menos 0,5 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 1,4% para 2,0%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Transporte Internacional de Passageiros, em Portugal Continental: 2020 a 2022

No âmbito da sua missão de recolher e divulgar informação e de realizar estudos, o GEE divulga hoje o presente documento sobre o sector dos Transportes. Neste relatório, apresentam-se os fluxos de passageiros nas ligações internacionais de e para Portugal Continental, no período de 2020 a 2022. A análise dos fluxos de passageiros é feita por modo de transporte e permite constatar o seguinte:

  • Recuperação acentuada no pós-Covid-19 no tráfego aéreo: Os aeroportos do Continente sofreram um impacto acentuado devido à pandemia, no ano de 2020. Embora 2021 e 2022 tenham apresentado sinais de recuperação, os valores encontram-se abaixo do nível pré-pandemia. O número de passageiros embarcados e desembarcados apresentou as seguintes variações: uma descida de 70,1% em 2020, um crescimento de 33,5% em 2021 e em 2022, um crescimento de 131,2%;
  • Impacto profundo da Covid-19 no tráfego ferroviário internacional: O tráfego ferroviário internacional foi significativo apenas em janeiro e fevereiro de 2020, tendo a pandemia paralisado, quase por completo, este meio de transporte após o início das restrições à circulação. Em 2021, só em maio, voltou a ser atingido o milhar de passageiros. Em 2022, os meses de verão, voltam a ser efetivamente os melhores meses, em termos de passageiros internacionais em ferrovia, embora longe dos valores verificados nos anos anteriores à pandemia;
  • Recuperação diferenciada entre travessias fluviais: Enquanto o rio Guadiana, no ano de 2022, registou um aumento de 55,0 mil passageiros em relação a 2021, o rio Minho não registou nenhum movimento, o que acontece desde outubro de 2021 e que se deve a várias questões de ordem técnica na operação desta travessia entre Caminha e La Guardia;
  • Recuperação no pós-Covid-19 na indústria de cruzeiros: A indústria de cruzeiros foi uma das mais atingidas pela pandemia. No entanto a diferença de mais 65,7 mil passageiros verificada nos três últimos anos contrasta com a quebra 595,3 mil passageiros verificada no triénio anterior;
  • Recuperação no transporte rodoviário internacional: O impacto da Covid-19 nos transportes rodoviários internacionais foi tão profundo, que países como a Alemanha e o Luxemburgo, que tinham tráfego registado em 2019, não registaram qualquer movimento em 2020 e 2021. Em 2022, quase todos os destinos conseguiram ultrapassar ou ficar próximo do número de passageiros verificado em 2019.

O Transporte Internacional de Passageiros em Portugal Continental 2020 a 2022

 

 

 

Dívida Pública Zona Euro e União Europeia – Eurostat

Segundo o Eurostat, no 2º trimestre de 2024, a Dívida Pública em percentagem do PIB no conjunto dos países da Zona Euro situou-se em 88,1% (87,8% no 1º trimestre de 2024) e na UE27 situou-se em 81,5% (81,3% no 1º trimestre de 2024). Em relação ao período homólogo (2º trimestre de 2023) registou-se uma diminuição de 0,7 p.p. (pontos percentuais) da Dívida Pública da Zona Euro e uma diminuição de 0,4 p.p. na UE27.

Em Portugal, a Dívida Pública em percentagem do PIB situou-se em 100,6% (108,8% no 2º trimestre de 2023 e 99,4% no 1º trimestre de 2024).

Os rácios mais elevados da dívida pública em relação ao PIB no final do 2º trimestre de 2024 foram registados na Grécia (163,6%), Itália (137,0%), França (112,2%), Bélgica (108,0%), Espanha (105,3%), e Portugal (100,6%), e os mais baixos foram registados na Bulgária (22,1%), Estónia (23,8%) e Luxemburgo (26,8%).

(Gráfico: Eurostat)

Em comparação com o 1º trimestre de 2024, nove Estados-Membros registaram um aumento no seu rácio dívida/PIB no final do 2º trimestre de 2024, dezassete uma diminuição, e o rácio permaneceu estável na Dinamarca. Os maiores aumentos do rácio foram observados na Finlândia (+2,0 pontos percentuais – pp), Áustria e Itália (ambas +1,8 pp), França (+1,6 pp), Portugal (+1,2 pp), Polónia (+0,9 pp) e Suécia (+0,6 pp). As maiores diminuições foram registadas em Chipre (-2,1 pp), Croácia (-2,0 pp), Grécia (-1,8 pp), Lituânia (-1,7 pp), Espanha (-0,9 pp), Chéquia (-0,8 pp), Países Baixos e Alemanha (-0,7 pp) e Roménia (-0,6 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

Em comparação com o 2º trimestre de 2023, treze Estados-Membros registaram um aumento do seu rácio dívida/PIB no final do 2º trimestre de 2024, treze Estados-Membros registaram uma diminuição e o rácio permaneceu estável na Chéquia. Os maiores aumentos no rácio foram registados na Finlândia (+5,2 pp), Estónia (+4,7 pp), Letónia e Polónia (ambas +4,1 pp), Áustria (+3,1 pp), Bélgica (+2,3 pp), Roménia (+ 2,2 pp) e Eslováquia (+1,0 pp). As maiores diminuições foram observadas em Chipre (-10,0 pp), Grécia (-8,9 pp), Portugal (-8,1 pp), Croácia (-5,7 pp), Espanha (-3,5 pp), Países Baixos (-2,2 pp), Alemanha (-1,7 pp) e Luxemburgo (-1,3 pp).

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(Gráfico: Eurostat)

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Défice Zona Euro e União Europeia – Eurostat

No 2º trimestre de 2024, o saldo orçamental, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, da Zona Euro fixou-se em -3,0% do PIB (-3,0% no 2º trimestre de 2023 e -3,3% no 1º trimestre de 2024). O saldo da UE27 fixou-se em -3,1% do PIB (-2.9% no 2º trimestre de 2023 e -3,3% no 4º trimestre de 2024).

No 2º trimestre de 2024, o saldo orçamental de Portugal, corrigido de efeitos de sazonalidade e em percentagem do PIB, fixou-se nos 2,6% do PIB (1,5% no 2º trimestre de 2023 e 1,1% no 1º trimestre de 2024).

(Gráfico: Eurostat)

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Défice e Dívida Geral das Administrações Públicas – 2ª Notificação – Eurostat

Segundo a 2ª notificação do Eurostat, em 2023, Portugal apresentou um superavit orçamental de 1,2% do PIB e uma dívida pública de 97,9% do PIB (261.849 milhões de euros).

A Zona Euro registou, em 2023, um défice de 3,6% e uma dívida pública de 87,4% do PIB. A UE27 registou, no mesmo período, um défice de 3,5% e uma dívida pública de 80,8% do PIB.

Em 2023, todos os Estados-Membros, exceto a Dinamarca (+3,3%), Chipre (+2,0%), a Irlanda (+1,5%) e Portugal (+1,2%), reportaram um défice. Os défices mais elevados foram registados em Itália (-7,2%), Hungria (-6,7%) e Roménia (-6,5%). Dez Estados-Membros registaram défices superiores a 3% do PIB.

Relativamente à dívida pública, no final de 2023, os rácios mais baixos da dívida pública em relação ao PIB foram registados na Estónia (20,2%), Bulgária (22,9%), Luxemburgo (25,5%), Suécia (31,5%), Dinamarca (33,6%) e Lituânia (37,3%). %). Treze Estados-Membros apresentavam rácios da dívida pública superiores a 60% do PIB, sendo os mais elevados registados na Grécia (163,9%), Itália (134,8%), França (109,9%), Espanha (105,1%) e Bélgica (103,1%).

(Tabela: Eurostat)

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de setembro de 2024, inscreveram-se nos Centros de Emprego 52 328 pessoas, o que representa uma variação mensal de 29,4% e uma variação homóloga de -7,7%. Durante este mês, foram efectuadas 8 405 colocações, o que corresponde a um aumento de 49,4% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de -15,2%.

No final do mês de setembro de 2024, estavam inscritos nos Centros de Emprego 310 749 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de -0,9% (-2 672 pessoas) e a uma variação homóloga de 3,5% (10 636 pessoas).

(Tabela: IEFP)

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(Gráfico: IEFP)

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma diminuição do desemprego em termos homólogos foram os Açores (-9,1%) e Madeira (-7,5%), com as restantes regiões a registarem aumentos.

Comparativamente ao mês anterior, as quedas no desemprego registaram-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (-3,0%) e no Norte (-0,2%), com as restantes regiões a registarem aumentos.

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(Gráfico: IEFP)

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World Economic Outlook – FMI

No World Economic Outlook (WEO) divulgado hoje, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) da economia portuguesa de 1,9% para 2024 (revisão em alta em 0,2 pontos percentuais (p.p.) face às previsões do WEO de abril) e de 2,3% em 2025 (revisão em alta em 0,2 p.p.).

As previsões do FMI para a taxa de desemprego para Portugal são de 6,5% e 6,4% para 2024 e 2025, respetivamente (valor sem revisão para 2024 e revisto em alta em 0,1 p.p. para 2025, face às previsões do WEO de abril de 2023).

Relativamente ao saldo da Balança Corrente em percentagem do PIB, o FMI prevê um valor de 2,0% e 2,3% para 2024 e 2025, respetivamente (1,6% para 2024 e 1,5% para 2025 nas previsões de abril). No que se refere à variação do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), o FMI prevê 2,5% para 2024 e 2,1% para 2025 (2,2% em 2024 e 2,0% em 2024 nas previsões de abril).

(Tabela FMI)

O FMI prevê, ainda, um crescimento real do PIB mundial de 3,2% em 2024 (valor sem revisão face ao update de julho) e de 3,2% em 2025 (revisão em baixa em 0,1 p.p.).

As economias desenvolvidas deverão ter um aumento do PIB de 1,8% em 2024 (valor revisto em alta em 0,1 p.p. em comparação com o update de julho) e um aumento de 1,8% em 2025 (sem revisão).

Prevê para a Zona Euro um crescimento do PIB de 0,8% em 2024 (valor revisto em baixa em 0,1 p.p. face ao update de julho) e de 1,2% em 2025 (revisão em baixa em 0,3 p.p.).

O crescimento do PIB previsto pelo FMI para os países emergentes é de 4,2% em 2024 (valor sem revisão face ao update de julho) e 4,2% em 2025 (revisão em baixa em 0,1 p.p.).

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(Tabela: FMI)

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Estudos Setoriais 2030 – 1.ª Edição – Indústria Têxtil e Vestuário

Decorreu hoje a Conferência “Estudos Setoriais 2030 – 1.ª Edição – Indústria Têxtil e do Vestuário” no Auditório do CITEVE, em Vila Nova de Famalicão.

A conferência contou com a intervenção de abertura pelo Secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, a apresentação dos principais resultados do Estudo Setorial realizado pelo Gabinete de Estratégia e Estudos e uma mesa-redonda com vários oradores da Indústria Têxtil e do Vestuário portuguesa.

Com os objetivos de diagnóstico, de roteiro das principais medidas de política aplicáveis ao setor e de identificação dos seus desafios e oportunidades, os Estudos Setoriais 2030 têm por base a análise estatística, mas também estratégica, de posicionamento e de fatores determinantes de competitividade, apoiada pela consulta direta a diferentes stakeholders e pelo desenvolvimento de Estudos de Caso.

Consulte nos links abaixo a 1.ª Edição dos Estudos Setoriais 2030 – Têxtil e Vestuário em Portugal.

 

Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em setembro de 2024, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 4,362%, registando uma diminuição de 0,055 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (4,417%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses diminuiu para 3,569%, o que compara com 3,665% em agosto de 2024.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 67 286 euros, registando um aumento de 412 euros face ao mês anterior (66 874 euros).

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 404 euros em setembro de 2024, o mesmo valor que em agosto de 2024 e mais 18 euros que em setembro de 2023. Deste valor, 240 euros (59%) correspondem a pagamento de juros e 164 euros (41%) a capital amortizado. Em fevereiro de 2023, a componente de juros apresentou o seu valor máximo de 62% do valor médio da prestação.

Em setembro de 2024, o valor médio da prestação vencida total nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 622 euros, o que equivale a um aumento de 5 euros relação ao mês anterior (617 euros).

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