Saltar para o conteúdo
GEE
Total de conteúdos:14.982

Contas Nacionais Anuais: Resultados finais de 2023 – INE

Em 2023 o valor do Produto Interno Bruto (PIB) foi 267 384 milhões de euros, tendo registado aumentos em volume de 7,0% e 2,5% em 2022 e 2023, respetivamente.

O INE divulga uma nova série de informação de Contas Nacionais anuais, tendo como referência o ano de 2021, que substitui a anterior base 2016. A base 2021 disponibiliza informação consistente e completa para o período 1995 a 2023, tendo os dados do último ano uma natureza preliminar.

A base 2021 incorpora nova informação de base relevante, com destaque para os resultados dos Censos 2021, do Inquérito às Despesas das Famílias 2022, a nova série da Balança de Pagamentos e a informação do e-fatura, como complemento à informação da Informação Empresarial Simplificada (IES). Foram também implementadas melhorias metodológicas, nomeadamente no processo de cálculo do Consumo de Capital Fixo, em conformidade com recomendações recentes do Eurostat, o ajustamento da delimitação setorial da economia, com maior incidência no setor das Instituições Sem Fins Lucrativos e a atualização dos modelos hedónicos de cálculo das rendas imputadas.

Comparativamente com os últimos resultados divulgados na base 2016 para o ano de 2021, aquele em que a natureza da informação é verdadeiramente comparável por serem dados finais em ambas as bases, o PIB foi revisto em +440,5 milhões de euros, equivalente a 0,2%. Para 2022, a revisão do PIB foi de 1 616 milhões de euros (0,7%). Note-se que os resultados agora divulgados para 2022 refletem não apenas a nova base de referência, mas sobretudo correspondem à versão final da informação, substituindo a anterior versão provisória.

A taxa de crescimento real do PIB foi agora estabelecida em 7,0% para 2022 e 2,5% para 2023, traduzindo revisões, em valor, de 0,7% face aos resultados anteriores. Em termos nominais, o PIB aumentou 12,7% em 2022 e 9,6% em 2023, que compara com crescimentos de 12,2% e 9,6% na versão anterior.

Com a base 2021, a economia portuguesa apresentou uma capacidade/necessidade de financiamento marginalmente melhor (0,1 p.p. do PIB em média anual) que na base anterior. Em 2021, o ano de referência, a capacidade de financiamento melhorou de 0,6 para 0,8 p.p.. No ano seguinte registou-se uma necessidade de financiamento equivalente a 1,3% do PIB em 2022, recuperando a capacidade de financiamento no ano seguinte, para 1,6% do PIB.

(Tabela: INE)

90

(Gráfico: INE)

Download PDF

Procedimento dos Défices Excessivos – INE

De acordo com a 2ª notificação do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE) de 2024, o saldo e a dívida das Administrações Públicas referentes ao ano de 2023 fixaram-se em 1,2% e 97,9%% do Produto Interno Bruto (PIB), respetivamente (o que compara com 1,2% e 99,1% na 1ª notificação de 2024). Estes valores comparam com -0,3% e 111,2% do PIB, respetivamente, em 2022.

Para 2024, prevê-se um saldo de 0,3% e uma dívida de 94,5% do PIB (o que compara com 0,2% e 95,1% na 1ª notificação de 2024).

(Tabela: INE)

Nota: O INE, o Banco de Portugal e a Direção-Geral do Orçamento são responsáveis pelo reporte da notificação nos seguintes termos:

– Para 2023 e anos anteriores, a compilação da capacidade / necessidade líquida de financiamento é efetuada pelo INE e a dívida bruta é compilada pelo Banco de Portugal.

– Para o ano corrente (2024), as estimativas da capacidade / necessidade líquida de financiamento, da dívida bruta e do PIB nominal são da responsabilidade do Ministério das Finanças, tendo por base o cenário macroeconómico e orçamental apresentado no Programa de Estabilidade para 2024.

Download PDF

Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional – INE

No 2º trimestre de 2024, a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 2,5% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com 2,3% no ano acabado no trimestre anterior.

Para esta evolução, contribuiu o aumento da capacidade de financiamento das Famílias para 3,4% (mais 0,6 p.p. do que no trimestre anterior). O sector das Administrações Públicas registou um aumento da capacidade líquida de financiamento de 0,4 p.p. no ano acabado no 2º trimestre de 2024, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo 1,3% do PIB. O sector das Sociedades não Financeiras registou um agravamento da necessidade de financiamento no ano terminado no 2º trimestre de 2024 de 0,3 p.p. do PIB para 4,1%. As Sociedades Financeiras registaram uma registou uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,4 p.p., passando de 2,4% no 1º trimestre para 2,0% do PIB no 2º trimestre de 2024.

Tomando como referência valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 2º trimestre de 2024 atingiu 1 754,0 milhões de euros, correspondendo a 2,5% do PIB, o que compara com 1,0% no período homólogo.

O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 268.740 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 1,4%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de 1,5%, superior à do PIB em 0,2 p.p., fixando-se em 273.983 milhões de euros.

85

No 2º trimestre de 2024, o Investimento Bruto da economia portuguesa apresentou uma redução de 0,1 p.p. para 20,2% do PIB e a Poupança Bruta registou um aumento de 0,2 p.p. para 21,3% do PIB.

86

No 2º trimestre de 2024, a variação real e nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa foram 7,4% e 1,8% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 7,3% e 1,0% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

87

Download PDF

Ethics and Responsibility in Artificial Intelligence: A Global Perspective and Portugal’s AI Governance

This paper explores the relation of Artificial Intelligence (AI), ethics, and responsibility in the contemporary era. It investigates global AI regulatory frameworks, particularly focusing on Portugal’s approach, and considers the urgent need for ethical considerations in AI development. The paper aims to answer the three key research questions: 1 – How do global AI regulatory frameworks influence ethical considerations and responsibilities in AI development, and how does Portugal’s approach compare?; 2 – What is the role of Chief Ethical Officers (CEOs) in promoting ethical AI practices within organizations, contributing to risk mitigation and user trust?; 3 – Where does the responsibility lie in ensuring the ethical development and use of AI, and how can a distributed responsibility model be established among AI stakeholders and organizations?. It also emphasizes the importance of AI regulation and its implications for both organizations and consumers. It seeks to provide insights into Portugal’s regulatory approach, considering economic factors and the broader global context, and highlights the opportunities and challenges presented by AI regulation. Ultimately, the paper aims to contribute on AI governance, making a comparison between innovation and responsibility, with a focus on ethics. In order to support these findings, it was conducted a small case study to Portuguese AI users, working in a portuguese organization.

 

Abstract and Download

 

Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em julho de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 808,8 mil milhões de euros, dos quais 363,3 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 445,4 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 292,6 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 152,8 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 2,5 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 3,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 1,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 0,7 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,3 mil milhões de euros.

Relativamente a julho de 2023, o endividamento do Sector Não Financeiro diminuiu 1,8 mil milhões de euros, fruto de um decréscimo de 2,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 0,6 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 1,5 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 2,1 mil milhões de euros.

81

Em julho de 2024, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 3,0%, menos 0,2 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 1,2% para 1,5%.

82

Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

Download PDF

Índice de Preços da Habitação – INE

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 7,8% no 2º trimestre de 2024, mais 0,8 pontos percentuais (p.p.) que no trimestre anterior. No trimestre de referência, o ritmo de crescimento dos preços das habitações existentes foi de 8,3% e o das habitações novas foi de 6,6%.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 3,9% (0,6% no 1º trimestre de 2024), tendo os alojamentos existentes registado uma taxa de variação de 3,9% e os alojamentos novos apresentado um aumento de 3,8%.

No 2º trimestre de 2024, foram transacionadas 37 125 habitações, o que representa um aumento de 10,4% face ao mesmo período do ano anterior. O valor das vendas foi aproximadamente de 7,9 mil milhões de euros, mais 14,1% do que no 2º trimestre de 2023.

79

Download PDF

Taxas de Juro Implícitas no Crédito à Habitação – INE

Em agosto de 2024, a Taxa de Juro Implícita no Crédito à Habitação fixou-se em 4,417%, registando uma diminuição de 0,070 pontos percentuais (p.p.) em relação ao mês anterior (4,487%).

A taxa de juro implícita nos contratos celebrados nos últimos 3 meses diminuiu para 3,665%, o que compara com 3,713% em julho de 2024.

O valor médio do capital em dívida fixou-se em 66 874 euros, registando um aumento de 345 euros face ao mês anterior (66 529 euros).

Considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação mensal fixou-se em 404 euros em agosto de 2024, menos 1 euro que em julho de 2024 e mais 25 euros que em agosto de 2023. Deste valor, 242 euros (60%) correspondem a pagamento de juros e 162 euros (40%) a capital amortizado. Em agosto de 2023, a componente de juros representava 57% do valor médio da prestação.

Em agosto de 2024, o valor médio da prestação vencida total nos contratos celebrados nos últimos 3 meses fixou-se em 617 euros, o que equivale a um aumento de 6 euros relação ao mês anterior (611 euros).

76

77

Download PDF

Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 15 de setembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade similar à observada nas últimas semanas. Em 12 de setembro de 2024, o DEI (média móvel semanal) registou 1,5% (VH), que compara com 0,3% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

Download PDF

Investimento Direto – Banco de Portugal

Em julho de 2024, o investimento directo em empresas em Portugal registou transacções de 1 641 milhões de euros (255 milhões de euros no mês anterior). O investimento directo de Portugal feito em empresas no estrangeiro foi de 483 milhões de euros (451 milhões de euros no mês anterior).

O saldo do Investimento Directo (transacções), ou seja, a diferença entre o investimento feito em empresas no estrangeiro e o investimento em empresas em Portugal, foi de -1 158 milhões de euros, diminuindo 1 354  milhões de euros face ao mês anterior.

De janeiro a julho de 2024, as transacções acumuladas do Investimento Directo em empresas em Portugal foram de 6 500 milhões de euros, que compara com 2 796 milhões de euros no período homólogo.

73

Nota: Investimento Direto é a categoria de investimento através da qual um investidor tem o controlo ou grau de influência significativa (controlo direto, com 50% dos direitos de voto, ou indirecto, entre 10% e 50% dos direitos de voto) na gestão de uma empresa doutra economia. Os activos incluem o investimento feito por residentes em empresas residentes no exterior e os passivos incluem o investimento de não residentes em empresas residentes em Portugal. Inclui investimento em imobiliário (propriedades e casas) para uso pessoal e arrendamento.

Download PDF

Balança Financeira – Banco de Portugal

Em julho de 2024, a Balança Financeira registou um saldo de 2 084 milhões de euros, aumentando 1 173 milhões de euros em relação ao mês anterior.

De janeiro a julho de 2024, o saldo acumulado da Balança Financeira foi 6 194 milhões de euros, que compara com 3 546 milhões de euros no período homólogo.

71

Nota: A Balança Financeira regista as transações que envolvem ativos financeiros sobre o exterior detidos por residentes em Portugal e as transações que envolvem passivos financeiros dos residentes detidos por não residentes. Desde a entrada em vigor da norma BPM6, do FMI, é apresentada em termos de “variação líquida de ativos” e de “variação líquida de passivos”.

Na balança financeira, os registos a débito e a crédito têm diferentes interpretações consoante dizem respeito a ativos ou a passivos. Por um lado, um crédito (entrada de dinheiro) traduz uma redução de ativos ou um aumento de passivos, enquanto um débito (saída de dinheiro) traduz um aumento de ativos ou uma redução de passivos.

Download PDF