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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em setembro de 2025, o Indicador de Clima Económico aumentou de 2,9 para 3,0 (%, vcs).

Entre agosto e setembro de 2025, o Indicador de Confiança dos Serviços registou uma diminuição de 14,3 para 10,7 e o do Comércio aumentou de 1,7 para 2,6. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -3,0 para -2,7 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de 2,5 para 2,1. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -17,1 (sre, ve), em setembro de 2025 (-17,5 em agosto de 2025).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 21 de setembro, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade superior à observada na semana anterior. Em 18 de setembro de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou -0,6% (VH), que compara com -2,2% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em agosto de 2025, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 73,9 mil milhões de euros, diminuindo 303 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 4,0% (3,6% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 140,1 mil milhões de euros, registando uma TVA de 8,2% (8,0% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a microempresas foi de 12,7% (12,0% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a pequenas empresas foi de 3,4% (2,2% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a médias empresas foi -2,1% (-2,5% no mês anterior) e a TVA dos empréstimos grandes empresas foi de 0,7% (0,8% no mês anterior).

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A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 8,4%, aumentando 0,3 pontos percentuais (pp) em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 6,8%, diminuindo -0,2 pp em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 9,2%, aumentando 0,2 pp em relação ao mês anterior.

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De acordo com a mesma fonte, em agosto de 2025 o crédito vencido total, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi de 1,18% (1,16% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 1,89% para 1,97%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,77% (0,76% no mês precedente).

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Em agosto de 2025, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (34,1%) e no Norte (30,7%).

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Em agosto de 2025, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respectivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,6% (3,3% no mês anterior).

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Interim Economic Outlook – OCDE

Segundo o Interim Economic Outlook divulgado hoje sob o título “Finding the right balance in uncertain times”, o crescimento global deverá ser 3,2% em 2025 (previsão revista em alta em 0,3 pontos percentuais (pp) relativamente ao Economic Outlook de junho de 2025), e 2,9% em 2026 (sem revisão relativamente ao Economic Outlook de junho).

A OCDE estima um crescimento para a Zona Euro de 1,2% em 2025 e 1,0% em 2026 (revisão em alta em 0,2 pp para 2025 e revisão em baixa em 0,2 pp para 2026, relativamente ao Outlook de junho).

Para o Reino Unido, a OCDE estima um crescimento de 1,4% em 2025 e de 1,0% em 2026.

Para os EUA, a OCDE estima um crescimento de 1,8% em 2025 e de 1,5% em 2026, e para a China estima um crescimento de 4,9% em 2025 e 4,4% em 2026.

(Tabela: OCDE)

A OCDE prevê que a inflação das economias G20 diminua de 3,4% em 2025 para 2,9% em 2026. Para a Zona Euro estima uma inflação de 2,1% em 2025 para 1,9% em 2026.

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(Tabela: OCDE)

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Contas Nacionais Anuais: Resultados finais 2024 – INE

Em 2024, o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 289,4 mil milhões de euros, o que representou um crescimento nominal de 7,1%, após o aumento de 10,8% registado em 2023. Em termos reais, o PIB aumentou 2,1% em 2024 (3,1% no ano anterior), tendo o deflator do PIB crescido 4,8%, após o aumento de 7,5% verificado em 2023. Todas as principais componentes da despesa aumentaram, destacando-se o investimento, com um aumento de 3,8% em volume.

Em 2024, o Valor Acrescentado Bruto (VAB) aumentou 6,9% em termos nominais e 2,0% em volume, após variações de 11,6% e 3,1%, respetivamente, em 2023.

O Rendimento Nacional Bruto (RNB) aumentou 7,8% em 2024, após um aumento de 9,9% em 2023. A taxa de poupança das famílias1 atingiu 12,5%, mais 3,6 p.p. (pontos percentuais) do que no ano anterior, refletindo o aumento do Rendimento Disponível Bruto (RDB) superior ao do Consumo Final (7,8% e 6,3%, respetivamente). A capacidade de financiamento da economia atingiu 2,8% do PIB em 2024, o que representa uma melhoria do saldo em 0,9 p.p. face ao ano anterior.

(Tabela: INE)

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Procedimento dos Défices Excessivos – INE

De acordo com a 2ª notificação do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE) de 2025, o saldo e a dívida das Administrações Públicas referentes ao ano de 2024 fixaram-se em 0,5% e 93,6%% do Produto Interno Bruto (PIB), respetivamente (o que compara com 0,7% e 94,9% na 1ª notificação de 2025). Estes valores comparam com 1,3% e 96,9% do PIB, respetivamente, em 2023.

Para 2025, prevê-se um saldo de 0,3% e uma dívida de 90,2% do PIB (o que compara com 0,3% e 91,8% na 1ª notificação de 2025).

(Tabela: INE)

Nota: O INE, o Banco de Portugal e a Direção-Geral do Orçamento são responsáveis pelo reporte da notificação nos seguintes termos:

– Para 2024 e anos anteriores, a compilação da capacidade / necessidade líquida de financiamento é efetuada pelo INE e a dívida bruta é compilada pelo Banco de Portugal.

– Para o ano corrente (2025), as estimativas da capacidade / necessidade líquida de financiamento, da dívida bruta e do PIB nominal são da responsabilidade do Ministério das Finanças, tendo por base o cenário macroeconómico e orçamental apresentado no Programa de Estabilidade para 2024.

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Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional – INE

No 2º trimestre de 2025, a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 2,1% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com 2,3% no ano acabado no trimestre anterior.

Registou-se a diminuição da capacidade de financiamento das Famílias para 4,4% (menos 0,1 pontos percentuais (pp) do que no trimestre anterior). O sector das Administrações Públicas registou uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,2 pp no ano acabado no 2º trimestre de 2025, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo 0,5% do PIB. O sector das Sociedades não Financeiras registou um desagravamento da necessidade de financiamento no ano terminado no 2º trimestre de 2025 de 0,3 pp do PIB para -4,4%. As Sociedades Financeiras registaram uma registou uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,2 pp, passando de 1,8% do PIB no 1º trimestre de 2025 para 1,6% do PIB no 2º trimestre de 2025.

Considerando os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das Administrações Públicas no 2º trimestre de 2025 atingiu 1 412 milhões de euros, correspondendo a 1,9% do PIB, o que compara com 2,5% no período homólogo. Face ao mesmo período do ano anterior, verificou-se um aumento de 4,6% da receita total e de 6,3% da despesa total.

O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 291 373 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 1,5%. Esta variação deveu-se ao aumento de 0,2% dos rendimentos primários recebidos com o exterior, enquanto os rendimentos primários pagos apresentaram uma taxa de variação em cadeia de -1,8%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de 1,3%, igual à do PIB, fixando-se em 296 129 milhões de euros.

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No 2º trimestre de 2025, o Investimento Bruto da economia portuguesa apresentou uma subida de 0,2 pp para 20,9% do PIB e a Poupança Bruta registou uma descida de 0 pp para 21,7% do PIB, o que levou à diminuição da Capacidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior para 2,1% do PIB.

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No 2º trimestre de 2025, a variação real e a variação nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variaram 5,8% e 1,8% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 5,9% e 1,7% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

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Índice de Preços da Habitação – INE

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 17,2% no 2º trimestre de 2025, mais 0,9 pontos percentuais (pp) que no trimestre anterior. No trimestre de referência, o ritmo de crescimento dos preços das habitações existentes foi de 18,3% e o das habitações novas foi de 14,5%.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 4,7% (4,8% no 1º trimestre de 2025), tendo os alojamentos existentes registado uma taxa de variação de 5,1% e os alojamentos novos apresentado um aumento de 3,8%.

No 2º trimestre de 2025, foram transacionadas 42 889 habitações, o que representa um aumento de 15,5% face ao mesmo período do ano anterior. O valor das vendas foi aproximadamente de 10,3 mil milhões de euros, mais 30,4% do que no 2º trimestre de 2024.

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de agosto de 2025, inscreveram-se nos Centros de Emprego 35 656 pessoas, o que representa uma variação mensal de -14,7% e uma variação homóloga de -11,8%. Durante este mês, foram efectuadas 6 216 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 14,5% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 10,5%.

No final do mês de agosto de 2025, estavam inscritos nos Centros de Emprego 301 638 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de 3,0% (8 813 pessoas) e a uma variação homóloga de -3,8% (-11 783 pessoas).

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Madeira (-18,4%) e os Açores (-6,9%).

Comparativamente ao mês anterior, a única redução no desemprego registou-se na região do Algarve (-1,1%).

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em julho de 2025, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 848,2 mil milhões de euros, dos quais 379,1 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 469,1 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 301,8 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 167,3 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 1,2 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 1,0 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 0,2 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 0,9 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 1,1 mil milhões de euros.

Relativamente a julho de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 36,7 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 21,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 15,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 3,8 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 11,4 mil milhões de euros.

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Em julho de 2025, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,0%, menos 0,6 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 6,7% para 7,2%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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