Saltar para o conteúdo
GEE
Total de conteúdos:14.982

Infraestruturas e Transportes do Ecossistema Industrial do Turismo em Portugal

No âmbito do acompanhamento realizado pelo GEE dos Ecossistemas Industriais Estratégicos foi criada a Série “GEE – Estratégia Industrial Europeia e os Ecossistemas Industriais Estratégicos – as Infraestruturas e os Transportes em Portugal”.
Esta série de análises feitas pelo GEE tem por base a Estratégia Industrial da União Europeia e os 14 Ecossistemas Industriais Estratégicos definidos de acordo com a relevância económica, tecnológica e potencial contributo para a dupla transição (verde e digital) e reforço da resiliência da economia da UE.
Da análise do Ecossistema Industrial do Turismo – infraestruturas e transportes, destacam-se os principais aspetos:

  • As infraestruturas e os transportes adequados são elementos essenciais para permitir experiências turísticas e têm potencial para impulsionar o desenvolvimento económico e promover a sustentabilidade;
  • De acordo com o Turismo de Portugal, I.P., as receitas turísticas do ano de 2023, atingiram o montante de 25,1 mil milhões de euros, mais 4,0 mil milhões de euros, que correspondem a um crescimento de 18,9%, face a ano de 2022;
  • De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2023, os estabelecimentos de alojamento turístico, no seu conjunto, registaram 32,5 milhões de hóspedes e proporcionaram 85,2 milhões de dormidas;
  • Em 2023, segundo o INE, registaram-se 23.667,9 viagens de residentes em Portugal, consideradas de turismo. As viagens de lazer, recreio ou férias, representam 50,1% do total. Destas 87,4% são feitas em transportes terrestres e 91,1% são realizadas através de automóveis privados. As viagens aéreas representam 12,2% e em comboio e autocarro, em conjunto, apenas representam 7,7%;
  • Em 2023, nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, aterraram 193,5 mil aeronaves em voos comerciais e desembarcaram 29,3 milhões de passageiros. No aeroporto de Lisboa registaram-se 16,9 milhões de passageiros desembarcados, o equivalente a 57,7% do total dos desembarques registados.

 Ecossistema Industrial do Turismo – Infraestruturas e Transportes

Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em julho de 2024, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 101,4 pontos, o que compara com o valor de 101,0 pontos verificado em junho de 2024.

Verificaram-se descidas nos setores da Indústria (de -5,3 para -7,4 pontos), Construção (de -3,5 para -4,5) e Comércio a Retalho (de 3,1 para 2,6), ao contrário dos Serviços (de 1,3 para 1,6). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou de -16,6 para -12,3.

No mês em análise, o ISE registou um aumento de 0,1 pontos na União Europeia (de 96,3 pontos em junho de 2024 para 96,4 pontos em julho de 2024), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 0,1 pontos (de 95,9 pontos em junho de 2024 para 95,8 pontos em julho de 2024).

136

Download PDF

Estimativa Rápida PIB da Zona Euro e UE (preliminar) – Eurostat

De acordo com a estimativa divulgada pelo Eurostat, no 2º trimestre de 2024, a Zona Euro registou uma variação trimestral do PIB de 0,3% (taxa idêntica à verificada no 1º trimestre de 2024). A variação homóloga do PIB foi 0,6% (0,5% no 1º trimestre de 2024).

No que respeita à UE, a variação trimestral do PIB foi de 0,3% (taxa idêntica à verificada no 1º trimestre de 2024). A variação homóloga do PIB foi de 0,7% (0,6% no 1º trimestre de 2024).

No 2º trimestre de 2024, Portugal registou uma variação do PIB de 1,5% em relação ao trimestre homólogo (1,5% no trimestre anterior) e uma variação de 0,1% em relação ao trimestre anterior (0,8% no 1º trimestre de 2024).

Analisando por Estados-Membros, e para os países para os quais existem dados disponíveis, a Irlanda (1,2%) registou o maior aumento face ao trimestre anterior, seguida da Lituânia (0,9%) e Espanha (0,8%). As maiores diminuições foram registadas na Letónia (-1,1%), Suécia (-0,8%) e Hungria (-0,2%). A taxa de variação homóloga foi positiva em oito países e negativa em três.

134(Gráficos: Eurostat)

Download PDF

Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em julho de 2024, o Indicador de Clima Económico diminuiu de 1,8 para 1,6 (%, vcs).

Entre junho e julho de 2024, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de -2,8 para -0,2 e o do Comércio aumentou de -0,2 para 0,3. No mesmo período, a Indústria Transformadora diminuiu de -6,0 para -7,7 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de -2,7 para -4,1. O Indicador de Confiança dos Consumidores aumentou para -12,3 (sre, ve), em julho de 2024 (-16,5 em junho de 2024).

132

Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

Download PDF

Estimativa Rápida do PIB – INE

No 2º trimestre de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB), em termos reais, registou uma variação homóloga de 1,5%, taxa idêntica à verificada no trimestre precedente. O contributo positivo da procura interna para a variação homóloga do PIB aumentou no 2º trimestre, verificando se uma aceleração do investimento e do consumo privado. O contributo da procura externa líquida para a variação homóloga do PIB foi negativo, após ter sido positivo nos dois trimestres anteriores, tendo as importações de bens e serviços acelerado de forma mais acentuada que as exportações de bens e serviços.

Comparando com o 1º trimestre de 2024, o PIB aumentou 0,1% em volume (0,8% no trimestre anterior). O contributo da procura interna para a variação em cadeia do PIB passou a positivo no 2º trimestre, observando-se um crescimento do investimento e uma desaceleração do consumo privado. O contributo da procura externa líquida passou a negativo, verificando-se uma variação nula das exportações de bens e serviços.

Download PDF

Índice de Volume de Negócios no Comércio- INE

Em junho de 2024, o Índice de Volume de Negócios no Comércio, deflacionado e corrigido dos efeitos de calendário e da sazonalidade, registou uma taxa de variação homóloga (VH) de 4,0%, inferior em 0,2 p.p. à observada em maio de 2024 (4,2%).

Em termos desagregados, o Índice de Volume de Negócios do Comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos registou uma variação homóloga de 1,9%, o Índice de Volume de Negócios do Comércio por grosso registou uma variação homóloga de 5,1% e o Índice de Volume de Negócios do Comércio a Retalho registou 3,4%, valores que comparam com 8,3%, 3,8% e 3,1% no mês anterior, respetivamente.

127

Download PDF

Estatísticas do Comércio Internacional – Estimativa Rápida – INE

A estimativa rápida do Comércio Internacional de bens do 2º trimestre de 2024 aponta para um acréscimo nas exportações e importações de, respetivamente, 2,8% e 0,6%, em termos nominais e em relação ao período homólogo.

O aumento nas transações de bens inverte um período de quatro trimestres consecutivos de variações negativas, quer nas exportações quer nas importações.

(Gráfico: INE)

Download PDF

Procura Turística dos Residentes – INE

No 1º trimestre de 2024, os residentes em Portugal realizaram 4,5 milhões de viagens, decrescendo 7,8% em termos homólogos (após +2,9% no 4ºT 2023), a primeira descida desde o 2º trimestre de 2021. As viagens em território nacional registaram uma diminuição de 10,0% (variação homóloga, VH), totalizando 3,9 milhões (86,6% do total de deslocações), enquanto as viagens com destino ao estrangeiro cresceram 9,2% (VH), atingindo 599,5 mil (13,4% do total).

A principal motivação para viajar, no 1º trimestre de 2024, foi a “visita a familiares e amigos”, estando na origem de cerca de 2,1 milhões de viagens dos residentes (47,2%, +1,1 p.p.2 face ao 1ºT 2023). O segundo principal motivo foi o “lazer, recreio ou férias”, que originou 1,7 milhões de viagens (37,7% do total, -1,8 p.p. face ao 1ºT 2023).
Os “hotéis e similares” concentraram 24,0% das dormidas (3,1 milhões) resultantes das viagens turísticas dos residentes no 1º trimestre de 2024, sendo superados pelo “alojamento particular gratuito”, que se manteve como a principal opção de alojamento (66,6% das dormidas), ao acolher 8,5 milhões de dormidas nas viagens de residentes no referido trimestre.

No processo de organização das deslocações, a internet foi utilizada em 25,3% das situações (+3,1 p.p.), tendo este recurso sido opção em 72,1% (+3,1 p.p.) das viagens para o estrangeiro e em 18,1% das realizadas em território nacional (+1,8 p.p.).

Importa assinalar que os resultados apresentados terão sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelo efeito do período de férias associado à Páscoa, que no ano anterior se concentrou em abril (2ºT), enquanto este ano se repartiu entre março (1ºT) e abril (2ºT).

(Gráfico: INE)

Download PDF

Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em junho de 2024, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 1 618 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 0,5% face ao mês anterior e a um aumento de 6,6% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 1 796 euros/m2, registando um aumento de 0,9% em relação ao mês anterior e um aumento 6,1% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1 272 euros/m2, aumentando 0,7% face ao mês precedente e aumentando 8,4% em termos homólogos.

Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (0,4%); Centro (0,2%); Oeste e Vale do Tejo (1,5%); Grande Lisboa (1,7%); Península de Setúbal (0,8%); Alentejo (-0,2%); Algarve (1.1%); Região Autónoma dos Açores (0,6%) e Região Autónoma da Madeira (2,1%).
Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (8,0%); Centro (8,2%); Oeste e Vale do Tejo (13,3%); Grande Lisboa (5,1%); Península de Setúbal (6,6%); Alentejo (8,8%); Algarve (2,3%); Região Autónoma dos Açores (8,3%) e Região Autónoma da Madeira (17,9%).

123

Download PDF