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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras por Sector Institucional – Património Financeiro – Banco de Portugal

Em março de 2024, o Património Financeiro Líquido da economia portuguesa ascendeu a -182 507 milhões de euros (-67,7% do PIB), o que compara com -192 532 milhões em dezembro de 2023 (-72,5% do PIB).

O Passivo Financeiro Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) aumentou de 598.071 milhões de euros (225,2% do PIB) em dezembro de 2023 para 603 159 milhões de euros (223,7% do PIB) em março de 2024.

O Passivo Financeiro exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 408 948 milhões de euros (151,7% do PIB) em março de 2024, o que compara com 400 718 milhões em dezembro de 2023 (150,9% do PIB).

A Dívida Líquida Total da economia portuguesa (vis-à-vis com o resto do mundo) diminuiu de 215.510 milhões de euros (81,2% do PIB) em dezembro de 2023 para 207 683 milhões de euros (77,0% do PIB) em março de 2024.

A Dívida Líquida exceto ações e outras participações (vis-à-vis com o resto do mundo) fixou-se em 139 229 milhões de euros (51,6% do PIB) em março de 2024, o que compara com 141 969 milhões em dezembro de 2023 (53,5% do PIB). 

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Em março de 2024, o Passivo Financeiro das Administrações Públicas fixou-se em 105,1% do PIB (283 417 milhões de euros). Em percentagem do PIB, trata-se de uma diminuição de 0,7 p.p. face a dezembro de 2023 (105,8%).

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Relativamente aos Particulares, o Passivo Financeiro Total, em percentagem do respetivo rendimento disponível bruto ajustado pela variação da participação líquida das famílias nos fundos de pensões, registou o valor de 96,9% em março de 2024, o que compara com 98,7% em dezembro de 2023. O Passivo Financeiro Total das Sociedades não Financeiras em percentagem do PIB, ascende em março de 2024 aos 94,0%, o que compara com 95,9% em dezembro de 2023.

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Contas Nacionais Trimestrais Financeiras por Sector Institucional – Conta Financeira – Banco de Portugal

No 1º trimestre de 2024, a Capacidade Líquida de Financiamento da Economia Portuguesa manteve-se em 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB) (ano acabado em cada trimestre para todos os dados), mais 0,6 pontos percentuais (p.p.) do que no trimestre anterior (2,7%).

Para esta evolução contribuiu o aumento da sua capacidade de financiamento das Famílias para 2,2% do PIB (1,2% do PIB no 4º trimestre de 2023). As Sociedades Financeiras diminuíram, em relação ao trimestre anterior, a sua capacidade de financiamento de 2,5% para 2,3% do PIB. As Sociedades não Financeiras mantiveram a sua necessidade líquida de financiamento em 2,1% do PIB. As Administrações Públicas diminuíram a sua capacidade líquida de financiamento de 1,2% para 0,9% do PIB.

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No 1º trimestre de 2024, a variação de Passivos da Economia Portuguesa (vis-à-vis com o Resto do Mundo) registou um aumento de 2,6% do PIB.

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No 1º trimestre de 2024, a variação dos Passivos das Sociedades não Financeiras registou um aumento de 3,1% do PIB.

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Estatísticas do Comércio Internacional de Bens – INE

No período de março a maio de 2024, as exportações de bens registaram uma diminuição de 1,2% face ao período homólogo. As importações de bens registaram, no mesmo período, uma diminuição de 2,6% em termos homólogos. Houve um desagravamento do défice da Balança Comercial em 469,8 milhões de euros no período analisado.

Em termos de variações homólogas mensais, no mês de maio de 2024, as exportações e as importações de bens registaram variações homólogas nominais de -1,5% e -3,4%, respetivamente (+15,2% e +13,3%, pela mesma ordem, em abril de 2024).

No mês de maio de 2024, destacaram-se, face ao mês homólogo, as exportações de Material de transporte (-10,0%), sobretudo Automóveis para transporte de passageiros, e as importações de Fornecimentos industriais (-8,6%), principalmente Metais comuns.

Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, em maio de 2024, as exportações diminuíram 2,4% e as importações diminuíram 4,2% face a maio de 2023 (respetivamente 12,2% e 12,4% em abril de 2024).

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No período de março a maio de 2024, a taxa de cobertura total foi de 76,6%, correspondendo a um acréscimo de 1,1 p.p. face ao mesmo período do ano anterior. No Comércio Intracomunitário a taxa de cobertura foi de 73,6%, no Comércio Extracomunitário foi de 84,8% e na Zona Euro foi de 71,5%.

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Em maio de 2024, o Saldo de Bens por Grandes Categorias Económicas e Classes Básicas de Bens registou o valor de -2234,0 milhões de euros, destacando-se, no primeiro caso, a categoria de Máquinas com um valor de -553,3 milhões de euros e no segundo os Bens Intermédios com um valor de -1 450,9 milhões de euros.

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Índice de Preços no Consumidor – INE

Em junho de 2024, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Portugal registou uma taxa de variação homóloga de 2,8%, valor inferior ao registado no mês anterior em 0,3 p.p.. Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação homóloga foi 2,4%, inferior em 0,3 p.p. à registada no mês anterior.

O IPC registou uma variação mensal de 0,0%, o que compara com uma variação de 0,2% no mês anterior e de 0,3% em junho de 2023. A taxa de variação média dos últimos doze meses do IPC foi de 2,5% (2,6% no mês anterior). Excluindo do IPC os produtos alimentares não transformados e energéticos, a taxa de variação média foi de 3,0%, (3,3% no mês anterior).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma taxa de variação homóloga de 3,1%, diminuindo 0,7 p.p. em relação ao verificado no mês anterior. Refira-se que o IHPC, que é utilizado na comparação entre os diversos países da União Europeia, se diferencia do IPC devido à inclusão, na estrutura de ponderação do IHPC, da despesa realizada pelos não residentes, parcela esta excluída do âmbito do IPC.

De acordo com a informação disponível relativamente a junho de 2024, e tendo como referência a estimativa do Eurostat, a taxa de variação homóloga do IHPC português foi superior em 0,6 p.p. à da área do Euro (em maio, a taxa de Portugal tinha sido superior à da área do Euro em 1,2 p.p.).

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(Gráfico: INE)

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Os transportes internacionais de mercadorias, em Portugal – 2020 – 2022

No âmbito da sua missão de recolher e divulgar informação e de realizar estudos, o GEE divulga hoje o presente documento sobre o sector dos Transportes, que apresenta o panorama dos movimentos de mercadorias, através dos vários modos de transporte, na relação de Portugal com os países da União Europeia e com o resto do mundo. Da análise efetuada destacam-se os principais aspetos:

  • Crescimento Global no Transporte: No triénio 2020 e 2022, verificou-se um aumento global no valor das mercadorias transportadas;
  • Recuperação ao nível das toneladas transportadas: Em 2022, apesar do acréscimo total de entradas e saídas face a 2021, o transporte de mercadorias ficou ainda abaixo dos níveis de 2019: menos 6,8% na ferrovia, menos 5,4% no modo marítimo e menos 0,9% no modo aéreo. Situação diferente é a verificada na rodovia e em outros cujo aumento foi da ordem dos 6,1% e 8,9%, respetivamente;
  • Destaque para o transporte aéreo: O valor médio por tonelada transportada através do modo aéreo foi consideravelmente superior quando comparado com outros meios de transporte, salientando-se os valores das mercadorias que entraram no país;
  • Diferencial entre entradas e saídas: Os valores médios por tonelada, em 2022, foram mais altos para mercadorias entradas do que saídas no modo aéreo e rodoviário e outros enquanto no ferroviário e no marítimo ocorreu o inverso;
  • Liderança rodoviária e marítima: O transporte rodoviário liderou em termos de valor das mercadorias, enquanto o marítimo se destacou no que diz respeito à quantidade de toneladas transportadas.

 

Os transportes internacionais de mercadorias, em Portugal – 2020 – 2022

Os transportes internacionais de mercadorias, em Portugal – 2020 – 2022

No âmbito da sua missão de recolher e divulgar informação e de realizar estudos, o GEE divulga hoje o presente documento sobre o sector dos Transportes, que apresenta o panorama dos movimentos de mercadorias, através dos vários modos de transporte, na relação de Portugal com os países da União Europeia e com o resto do mundo. Da análise efetuada destacam-se os principais aspetos:

Crescimento Global no Transporte: No triénio 2020 e 2022, verificou-se um aumento global no valor das mercadorias transportadas;

  • Recuperação ao nível das toneladas transportadas: Em 2022, apesar do acréscimo total de entradas e saídas face a 2021, o transporte de mercadorias ficou ainda abaixo dos níveis de 2019: menos 6,8% na ferrovia, menos 5,4% no modo marítimo e menos 0,9% no modo aéreo. Situação diferente é a verificada na rodovia e em outros cujo aumento foi da ordem dos 6,1% e 8,9%, respetivamente;
  • Destaque para o transporte aéreo: O valor médio por tonelada transportada através do modo aéreo foi consideravelmente superior quando comparado com outros meios de transporte, salientando-se os valores das mercadorias que entraram no país;
  • Diferencial entre entradas e saídas: Os valores médios por tonelada, em 2022, foram mais altos para mercadorias entradas do que saídas no modo aéreo e rodoviário e outros enquanto no ferroviário e no marítimo ocorreu o inverso;
  • Liderança rodoviária e marítima: O transporte rodoviário liderou em termos de valor das mercadorias, enquanto o marítimo se destacou no que diz respeito à quantidade de toneladas transportadas.

 

Os transportes internacionais de mercadorias, em Portugal – 2020 – 2022

European Innovation Scoreboard – Comissão Europeia  

O European Innovation Scoreboard (EIS) 2024 coloca mais uma vez Portugal no grupo dos países classificados como inovadores moderados, com desempenho de 83,5% da média da UE. A pontuação para Portugal aumentou 4,3% em relação a 2017, muito embora um aumento inferior ao da média da UE (10,0%), o que torna a distância de Portugal para a média da UE maior. De 2023 para 2024, Portugal regista um aumento de 0,5%. Portugal ocupa a 19.ª posição, uma posição abaixo da registada na edição anterior (18.ª posição).

O EIS é um painel que produz anualmente uma avaliação comparativa do desempenho dos países da UE27 nas áreas da investigação e da inovação, classificando-os em Inovadores Líder, Forte, Moderado, ou Modesto. No EIS, os 27 Estados-Membros da UE são classificados e reunidos em quatro diferentes grupos de acordo com a sua performance. Esta classificação depende do cálculo realizado com base em quatro tipos principais de categorias – Framework conditions, Investments, Innovation activities, e Impacts – e 12 dimensões de inovação, considerando no total 32 indicadores, dando origem a um indicador compósito que mede a performance média de cada país.

(Gráfico: Comissão Europeia)

Portugal tem pontuações particularmente boas nos seguintes indicadores: Apoios governamentais ao I&D empresarial, Copublicações público-privadas e Estudantes de doutoramento estrangeiros. As piores pontuações observam-se nos seguintes indicadores: Emissões para a atmosfera de partículas finas, Despesa em inovação por trabalhador e Exportações de serviços intensivos em conhecimento.

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(Tabela: Comissão Europeia)

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Índices de Emprego, Remunerações e Horas Trabalhadas na Indústria – INE  

Os Índices de Emprego e de Remunerações na Indústria registaram, em maio de 2024, variações homólogas de -0,1% e 6,4%, respetivamente. O Índice de Emprego registou uma diminuição de 0,3 p.p. face à variação homóloga registada no mês precedente (0,2% no mês de abril de 2024), enquanto o Índice de Remunerações diminuiu 0,6 p.p. em relação ao mês anterior (7,0% em abril de 2024). O Índice de Horas Trabalhadas (dados brutos) na Indústria registou uma variação homóloga de -4,1% em maio de 2024, diminuindo 13,0 p.p. face à registada em abril de 2024.

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Índice de Volume de Negócios na Indústria – INE  

Em maio de 2024, o Índice de Volume de Negócios na Indústria – Total (dados brutos) registou uma variação homóloga (VH) de -4,7%, diminuindo 11,9 p.p. em relação ao observado no mês de abril de 2024 (7,2% VH). Os agrupamentos de Bens de Consumo e de Bens Intermédios apresentaram uma variação homóloga de -3,4% e -5,4%, após terem registado variações de 9,8% e 2,9% respetivamente, no mês anterior. Os agrupamentos de Bens de Investimento e Energia apresentaram variações de -5,5% e -4,7%, após terem registado variações de 10,7% e 8,0% no mês precedente, pela mesma ordem.

As vendas para o mercado externo registaram, em maio de 2024, uma variação homóloga de -3,4%, diminuindo 16,8 p.p. em comparação com o mês anterior (13,4%, VH). No mercado nacional, o índice diminuiu 9 p.p. em termos homólogos (-5,5% em maio de 2024 face aos 3,5% registados em abril de 2024).

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Estatísticas do Turismo – INE  

Segundo o INE, em 2023, estima-se que o número de chegadas de turistas não residentes a Portugal tenha atingido 26,5 milhões, correspondendo a um acréscimo de 19,2% face a 2022 (+7,7% do que em 2019). O mercado espanhol manteve-se como principal mercado emissor de turistas internacionais (quota de 25,2%), tendo crescido 16,7% face ao ano anterior.

(Quadro: INE)

A generalidade dos meios de alojamento turístico registou 32,5 milhões de hóspedes, em 2023, que proporcionaram 85,1 milhões de dormidas, correspondendo a variações homólogas de 12,5% e 10,3%, respetivamente, valores que refletem crescimentos médios anuais de 2,4% e 2,3%, pela mesma ordem, desde 2019, evidenciando a retoma da atividade do setor depois da crise gerada pela pandemia de COVID-19. O mercado interno gerou 1/3 das dormidas em 2023, 28,1 milhões, mais 2,1% do que no ano anterior, e os mercados externos deram origem a 57,1 milhões de dormidas, refletindo um crescimento anual de 14,9%.

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(Quadro: INE)

As dormidas de não residentes representaram 67,0% das dormidas na generalidade dos meios de alojamento, tendo este sido o ano, desde 2013, em que se observou uma maior dependência dos mercados internacionais, apenas superado pelo ano de 2017, em que estes mercados totalizaram 67,8% do total.

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(Gráfico: INE)

A taxa de sazonalidade diminuiu para 36,9% e atingiu o valor mais baixo desde 2013. Este indicador foi mais elevado nos residentes (41,3%) do que nos não residentes (34,8%).

Nos estabelecimentos de alojamento turístico, os proveitos totais ascenderam a 6,0 mil milhões de euros e os de aposento a 4,6 mil milhões (+ 20,0% e +21,4% do que em 2022, pela mesma ordem). O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 64,8 euros e o rendimento médio por quarto ocupado foi de 113,0 euros (+15,4% e +9,1% do que no ano anterior, respetivamente). O índice de Herfindahl–Hirschman (IHH) revela uma trajetória de redução da concentração dos proveitos totais (e, portanto, um aumento da concorrência), com pequenas oscilações no período da pandemia de COVID-19, tendo atingido em 2023 o valor mais baixo desde 2013.

As deslocações turísticas dos residentes atingiram 23,7 milhões, refletindo uma variação anual de 4,6%, mas ficando ainda aquém dos valores de 2019 (-3,2%). As viagens em território nacional aumentaram 2,4% face ao ano anterior, mas ficaram ainda abaixo dos níveis pré-pandemia (-4,3% face a 2019), atingindo 20,4 milhões. Pelo contrário, as deslocações para o estrangeiro alcançaram 3,2 milhões em 2023 (+21,5% em comparação com 2022) e superaram os números de 2019 (+4,1%).

Em 2023, a despesa média por turista em cada viagem teve um acréscimo de 4,3% face ao valor de 2022, fixando-se em 242,4 euros (+23,9% face a 2019). Nas deslocações em território nacional, os residentes gastaram, em média, 164,3 euros por turista/viagem, +1,1 euros que em 2022 e +31,3 euros em comparação com 2019. Nas deslocações para o estrangeiro, o gasto médio por turista/viagem decresceu -2,1% em 2023 (+17,5% do que em 2019), tendo atingido 736,6 euros.

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