Saltar para o conteúdo
GEE
Total de conteúdos:14.982

Atividade Turística – INE

Em julho de 2025, os estabelecimentos hoteleiros acolheram cerca de 9,4 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano anterior e que se traduz numa variação homóloga de 3,5% (VH). No mês em análise, os não residentes foram responsáveis por cerca de 6,5 milhões de dormidas (2,2%, VH), enquanto os residentes representaram cerca de 2,9 milhões de dormidas (6,7%, VH).

De janeiro a julho de 2025, a hotelaria registou 45,8 milhões de dormidas, valor superior ao registado no mesmo período do ano passado (2,7%, variação homóloga acumulada – VHA).  No período em análise, os residentes foram responsáveis por 13,6 milhões de dormidas (6,2%, VHA) e os não residentes representam 32,2 milhões de dormidas (1,3%, VHA).

Em julho de 2025, os estabelecimentos hoteleiros obtiveram proveitos de 891,1 milhões de euros, o que corresponde a uma variação homóloga de 10,6%.

Em termos regionais (NUTS II), em julho de 2025, destacam-se as regiões do RA Madeira (20,8%), do Centro (12,6%) e do RA Açores (12,5%) que apresentaram as maiores variações homólogas positivas.

De janeiro a julho de 2025, foram registados 3886,7 milhões de euros de proveitos na hotelaria, o que se traduz numa variação homóloga acumulada de 8,4%.

130

131

132

Download PDF

Estimativa Rápida do IPC/IHPC – INE

O INE estima que, em agosto de 2025, a taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) terá sido de 2,8% (o valor observado em julho de 2025 foi 2,6%). A variação homóloga estimada do indicador de inflação subjacente é de 2,5% (2,5% em julho de 2025).

A variação mensal do IPC terá sido -0,2% (variação de -0,4% em julho de 2025 e -0,3% em agosto de 2024).

Estima-se uma variação média dos últimos doze meses de 2,4% (2,3% no mês precedente).

O Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português registou uma variação homóloga estimada de 2,5% (2,5% no mês anterior).

(Gráfico: INE)

Download PDF

Contas Nacionais Trimestrais – INE

Segundo o INE, no 2º trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 1,9% em volume face ao período homólogo e 0,6% em relação ao trimestre anterior (1,7% e -0,4%, respetivamente no trimestre anterior).

As Exportações aumentaram 0,1% (VH) em volume e as Importações aumentaram 3,8% (VH). O contributo das exportações para o crescimento do PIB foi 0,1 pontos percentuais (pp) e o das Importações foi -1,8 pp no 2º trimestre de 2025 (0,7 pp e -2,7 pp no 1º trimestre de 2025, respetivamente).

No 2º trimestre de 2025, o excedente externo de bens e serviços fixou-se em 1,1% do PIB, o que compara com 0,7% no trimestre anterior e 2,0% no trimestre homólogo.

Relativamente à evolução homóloga do VAB dos sectores de atividade e ao seu contributo para a variação do PIB, o sector com o maior contributo foi o do Outros Serviços que apresentou um crescimento homólogo de 2,6%, contribuindo com 0,5 pp para a variação homóloga do PIB.

124

125

126

A produtividade real do trabalho registou uma variação homóloga de 0,2%, enquanto o Emprego aumentou 1,7% em relação ao trimestre homólogo.

127

Download PDF

Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em agosto de 2025, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 107,0 pontos, o que compara com o valor de 106,7 pontos verificado em julho de 2025.

Para a evolução positiva contribuiu o sector dos Serviços (de 11,8 para 13,1), ao contrário do Comércio a Retalho (de 3,8 para 3,4) ) e Construção (de 3,3 para 2,6). O Indicador de Confiança da Indústria permaneceu inalterado (-3,1%). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -15,0 para -17,4.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 0,3 pontos na União Europeia (de 95,2 pontos em julho de 2025 para 94,9 pontos em agosto de 2025), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 0,5 pontos (de 95,7 pontos em julho de 2025 para 95,2 pontos em agosto de 2025).

122

Download PDF

Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 24 de agosto, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade inferior à observada na semana anterior. Em 21 de agosto de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou -2,7% (VH), que compara com -0,3% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

Download PDF

Crédito ao Sector Privado – Banco de Portugal

Em julho de 2025, o stock de empréstimos às Sociedades não Financeiras (SNF) registou um valor de 74,2 mil milhões de euros, aumentando 113 milhões de euros em relação ao mês anterior e registando uma taxa de variação anual (TVA) de 3,5% (3,6% no mês anterior).

O stock de empréstimos a Particulares registou um valor de 139,1 mil milhões de euros, registando uma TVA de 8,0% (7,4% no mês anterior).

113

A TVA dos empréstimos a microempresas foi de 12,0% (12,7% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a pequenas empresas foi de 2,2% (1,9% no mês anterior), a TVA dos empréstimos a médias empresas foi -2,6% (-2,2% no mês anterior) e a TVA dos empréstimos grandes empresas foi de 0,8% (0,8% no mês anterior).

114

A TVA dos empréstimos a particulares para habitação foi de 8,1%, aumentando 0,8 p.p. em relação ao mês anterior. A TVA dos empréstimos a particulares para consumo foi de 7,0%, diminuindo -0,4 p.p. em relação ao mês anterior, e a TVA dos empréstimos a particulares para outros fins foi de 9,0%, aumentando 0,4 p.p. em relação ao mês anterior.

115

De acordo com a mesma fonte, em julho de 2025 o crédito vencido total, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi de 1,16% (1,15% no mês anterior). O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos às Sociedades não Financeiras passou de 1,89% para 1,89%. O crédito vencido em percentagem do total de empréstimos concedidos aos Particulares fixou-se em 0,76% (0,76% no mês precedente).

116

 

Em julho de 2025, o stock de empréstimos às SNF tem maior peso na Grande Lisboa (34,4%) e no Norte (30,5%).

117

118

Em julho de 2025, o maior valor de crédito vencido, em percentagem do respetivo total de empréstimos, foi na Península de Setúbal com 3,3% (3,3% no mês anterior).

119

Download PDF

Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em agosto de 2025, o Indicador de Clima Económico aumentou de 2,8 para 2,9 (%, vcs).

Entre julho e agosto de 2025, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de 12,3 para 14,3 e o do Comércio aumentou de 1,3 para 1,7. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -3,3 para -3,0 e a Construção e Obras Públicas registou uma diminuição de 3,6 para 2,5. O Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu para -17,5 (sre, ve), em agosto de 2025 (-15,1 em julho de 2025).

111

Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

Download PDF

Investimento Direto Estrangeiro – Banco de Portugal

No primeiro semestre de 2025, as transações de IPE totalizaram 2,6 mil milhões de euros (2,4 mil milhões de euros no período homólogo). Numa perspetiva de contraparte imediata, destacou-se o investimento realizado em entidades residentes em países europeus, principalmente em Espanha (0,7 mil milhões de euros), nos Países Baixos (0,7 mil milhões de euros) e em França (0,5 mil milhões de euros).

(Gráfico: Banco de Portugal)

No primeiro semestre de 2025, as transações de IDE totalizaram -0,4 mil milhões de euros (3,5 mil milhões no período homólogo), devido sobretudo à redução da dívida de entidades residentes perante empresas não residentes do mesmo grupo económico (-1,6 mil milhões de euros). Esta redução é principalmente explicada por uma mudança destes passivos para a categoria funcional de “investimento de carteira”, uma vez que, segundo a metodologia estatística em vigor, se deixou de verificar uma relação de investimento direto.

Numa perspetiva de contraparte imediata, a redução do IDE deveu-se principalmente ao continente europeu. Destacou-se a redução de investimento proveniente de Espanha (-2,1 mil milhões de euros), que foi parcialmente compensada por aumentos do investimento da Suíça (+0,8 mil milhões de euros), dos Estados Unidos da América (+0,3 mil milhões de euros), da Itália (+0,2 mil milhões de euros) e da Bélgica (+0,2 mil milhões de euros).

105

(Gráfico: Banco de Portugal)

No primeiro semestre de 2025, os rendimentos de IDE, pagos a não residentes, foram de 5,0 mil milhões de euros, superiores aos do período homólogo em 0,1 mil milhões de euros. Os rendimentos de IPE, recebidos de não residentes, totalizaram 1,8 mil milhões de euros, menos 0,1 mil milhões de euros do que no período homólogo.

106

(Gráfico: Banco de Portugal)

A globalização que teve lugar nas últimas décadas contribuiu para um crescimento significativo do peso do investimento direto estrangeiro na generalidade das economias. Em Portugal, no final de 2024, o stock de IDE representava 69% do PIB, o que corresponde a um aumento de 37 pp relativamente ao valor registado em 2008 (32% do PIB). No conjunto dos países da OCDE, o stock de IDE passou de 25% para 53% do PIB, e, na UE, de 36% para 64% do PIB.

                                                                                                                                                                                                                                      

No período em análise (2008–2024), o peso do investimento direto do exterior na economia portuguesa foi superior (em média, 15 pp) ao da média dos países da OCDE. Quando comparado com a média dos países da UE, Portugal apresentou valores inferiores em todos os anos compreendidos entre 2008 e 2023, com exceção de 2013 e 2014. Contudo, em 2024, apesar da ligeira queda no peso do IDE no PIB, a economia portuguesa registou um valor 5 pp superior ao da média da UE.

107

(Gráfico: Banco de Portugal)

Em 2024, Portugal apresentava um dos stocks de IDE em percentagem do PIB mais elevados entre os 27 países da OCDE analisados. Era apenas superado pelo Luxemburgo (1227%), Países Baixos (214%), Suíça (94%), Estónia (83%) e Bélgica (69%). Em relação a 2019, Portugal registou um aumento nos stocks de IDE de 2,7 pp do PIB, semelhante ao verificado para a média da OCDE (2,6 pp). Em contraste, no mesmo período, a média da UE apresentou um decréscimo significativo do IDE (-11,5 pp do PIB).

108

(Gráfico: Banco de Portugal)

Em relação ao peso dos vários setores de atividade económica no total dos stocks de IDE, dos 27 países considerados, Portugal encontrava-se, em 2023, na primeira metade da tabela no que respeita ao peso do setor dos serviços, exceto serviços financeiros (45%). Este valor estava próximo dos valores registados para a França (47%) e Polónia (44%). O país com maior peso dos serviços, exceto serviços financeiros, no total do IDE era a Áustria (79%). Seguiam-se a Letónia e a Estónia (59 e 57%, respetivamente).

Quanto ao peso do setor dos serviços financeiros no total dos stocks de IDE, Portugal registava um valor de 21%. O Luxemburgo (90%) e os Países Baixos (53%) apresentavam os valores mais elevados. É igualmente de destacar o peso diminuto do setor financeiro na Áustria (10%) e na Hungria (10%).

No setor da indústria, Portugal apresentava o terceiro valor mais baixo (9%), acima da Alemanha (6%) e próximo da Áustria (10%).

Portugal foi ainda o segundo país com o valor mais elevado no setor da eletricidade, gás e água (7%), apenas superado pela Espanha (8%).

109

(Gráfico: Banco de Portugal)

Download PDF

Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em julho de 2025, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 1945 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 1,8% face ao mês anterior e a um aumento de 18,7% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 2254 euros/m2, registando um aumento de 2,1% em relação ao mês anterior e um aumento 24,0% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1414 euros/m2, aumentando 1,8% face ao mês precedente e aumentando 10,4% em termos homólogos.

Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (1,0%); Centro (0,5%); Oeste e Vale do Tejo (1,9%); Grande Lisboa (1,8%); Península de Setúbal (1,8%); Alentejo (4,2%); Algarve (1,6%); Região Autónoma dos Açores (1,3%) e Região Autónoma da Madeira (2,4%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (17,6%); Centro (12,5%); Oeste e Vale do Tejo (18,2%); Grande Lisboa (22,6%); Península de Setúbal (24,2%); Alentejo (15,4%); Algarve (18,0%); Região Autónoma dos Açores (13,1%) e Região Autónoma da Madeira (15,9%).   

103

Download PDF

Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em junho de 2025, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 847,0 mil milhões de euros, dos quais 378,2 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 468,8 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 302,7 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 166,2 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 7,9 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 4,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 3,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 2,0 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 1,8 mil milhões de euros.

Relativamente a junho de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 32,1 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 16,8 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 15,3 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 4,7 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 10,6 mil milhões de euros.

100

Em junho de 2025, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 2,6%, mais 0,8 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 6,1% para 6,7%.

101

Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados. As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

Download PDF