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Indicadores de Sentimento Económico – Comissão Europeia

Em junho de 2025, o Indicador de Sentimento Económico (ISE – sre, ajustado de sazonalidade) para Portugal registou um valor de 107,4 pontos, o que compara com o valor de 105,9 pontos verificado em maio de 2025.

Para a evolução positiva contribuíram os sectores da Indústria (de -4,5 para -3,3 pontos), Comércio a Retalho (de 1,8 para 2,8) e Construção (de 4,0 para 4,9), ao contrário dos Serviços (de 12,2 para 14,4). Para o mesmo período, o Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu de -15,8 para -16,0.

No mês em análise, o ISE registou uma diminuição de 1,0 pontos na União Europeia (de 95,0 pontos em maio para 94,0 pontos em junho), enquanto a Zona Euro apresentou uma diminuição de 0,8 pontos (de 94,8 pontos em maio para 94 pontos em junho).

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Inquérito de Conjuntura às Empresas e aos Consumidores – INE

Em junho de 2025, o Indicador de Clima Económico aumentou de 2,7 para 2,8 (%, vcs).

Entre maio e junho de 2025, o Indicador de Confiança dos Serviços registou um aumento de 12,0 para 13,9 e o do Comércio diminuiu de 1,9 para 0,8. No mesmo período, a Indústria Transformadora aumentou de -4,6 para -3,5 e a Construção e Obras Públicas registou um aumento de 4,8 para 5,7. O Indicador de Confiança dos Consumidores permaneceu inalterado em -16,0 (sre, ve), em junho de 2025 (-16,0 em maio de 2025).

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Nota: sre – saldos de respostas extremas; ve – valores efetivos; vcs – valores corrigidos de sazonalidade.

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Indicador diário de atividade económica – Banco de Portugal

Na semana terminada a 22 de junho, o indicador diário de atividade económica (DEI) aponta para uma taxa de variação homóloga da atividade próxima da observada na semana anterior. Em 19 de junho de 2025, o DEI (média móvel semanal) registou -0,3% (VH), que compara com -0,6% (VH) na semana anterior.

Nota: O Indicador Diário de Atividade Económica para Portugal, divulgado pelo Banco de Portugal, sintetiza informação diária de diversas dimensões da atividade económica, permitindo a identificação de alterações na atividade económica no muito curto-prazo. O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

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Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação – INE

Em maio de 2025, o valor mediano de avaliação bancária da habitação no total do país fixou-se em 1 886 euros/m2, o que corresponde a um aumento de 1,1% face ao mês anterior e a um aumento de 17,1% em termos homólogos.

No mesmo mês, o valor mediano da avaliação bancária dos Apartamentos foi de 2 155 euros/m2, registando um aumento de 2,4% em relação ao mês anterior e um aumento 21,1% em relação ao período homólogo. O valor mediano da avaliação bancária das Moradias fixou-se em 1 394 euros/m2, aumentando 0,6% face ao mês precedente e aumentando 10,4% em termos homólogos.

Numa análise regional (NUTS II), registaram-se as seguintes variações em cadeia: Norte (1,2%); Centro (0,7%); Oeste e Vale do Tejo (1,9%); Grande Lisboa (2,2%); Península de Setúbal (2,0%); Alentejo (-0,1%); Algarve (3,1%); Região Autónoma dos Açores (-0,1%) e Região Autónoma da Madeira (-1,7%).

Em termos homólogos, verificaram-se as seguintes variações: Norte (17,6%); Centro (12,5%); Oeste e Vale do Tejo (15,7%); Grande Lisboa (20,9%); Península de Setúbal (21,1%); Alentejo (9,8%); Algarve (18,0%); Região Autónoma dos Açores (12,1%) e Região Autónoma da Madeira (16,6%).   

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Estatísticas de Emprego – IEFP

Durante o mês de maio de 2025, inscreveram-se nos Centros de Emprego 41 159 pessoas, o que representa uma variação mensal de 0,9% e uma variação homóloga de -2,3%. Durante este mês, foram efectuadas 8 770 colocações, o que corresponde a uma diminuição de 6,2% face ao mês anterior e a uma variação homóloga de 16,3%.

No final do mês de maio de 2025, estavam inscritos nos Centros de Emprego 300 905 indivíduos, o que corresponde a uma variação mensal de -4,1% (-12 718 pessoas) e a uma variação homóloga de -3,0% (-9 358 pessoas).

Segundo a dimensão regional, as regiões que apresentaram uma maior diminuição do desemprego em termos homólogos foram a Madeira (-13,1%) e Lisboa e Vale do Tejo (-6,4%).

Comparativamente ao mês anterior, as maiores descidas no desemprego registaram-se na região do Algarve (-22,6%) e Alentejo (-6,5%).

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Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional – INE

No 1º trimestre de 2025, a capacidade líquida de financiamento da economia portuguesa fixou-se em 2,2% (ano acabado no trimestre para todos os dados) do Produto Interno Bruto (PIB), o que compara com 2,8% no ano acabado no trimestre anterior.

Para esta evolução, contribuiu a diminuição da capacidade de financiamento das Famílias para 4,4% (menos 0,2 pontos percentuais – pp – do que no trimestre anterior). O sector das Administrações Públicas registou um aumento da capacidade líquida de financiamento de 0,1 pp no ano acabado no 1º trimestre de 2025, relativamente ao ano terminado no trimestre anterior, atingindo 0,8% do PIB. O sector das Sociedades não Financeiras registou um agravamento da necessidade de financiamento no ano terminado no 1º trimestre de 2025 de 0,3 pp do PIB para -5,5%. As Sociedades Financeiras registaram uma registou uma diminuição da capacidade líquida de financiamento de 0,2 pp, passando de 2,6% do PIB no 4º trimestre de 2024 para 2,4% do PIB no 1º trimestre de 2025.

Considerando os valores trimestrais e não o ano acabado no trimestre, o saldo das AP no 1º trimestre de 2025 atingiu 125 milhões de euros, correspondendo a 0,2% do PIB, o que compara com -0,4% no período homólogo. Face ao mesmo período do ano anterior, verificou-se um aumento de 7,8% da receita e de 6,4% da despesa.

O Rendimento Nacional Bruto fixou-se em 282.894 milhões de euros, registando uma taxa de variação em cadeia de 1,1%. Esta variação deveu-se à diminuição de 2,3% dos rendimentos primários recebidos com o exterior, enquanto os rendimentos primários pagos apresentaram uma taxa de variação em cadeia de 0,2%. O Rendimento Disponível Bruto apresentou igualmente uma taxa de variação em cadeia de 1,0%, inferior à do PIB em 0,2 pp, fixando-se em 287.940 milhões de euros.

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No 1º trimestre de 2025, o Investimento Bruto da economia portuguesa apresentou uma subida de 0,3 p.p. para 20,4% do PIB e a Poupança Bruta registou uma descida de 0,4 p.p. para 21,4% do PIB, o que levou à diminuição da Capacidade Líquida de Financiamento de Portugal junto do exterior para 2,2% do PIB.

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No 1º trimestre de 2025, a variação real e variação nominal dos custos do trabalho por unidade produzida da economia portuguesa variaram 6,9% e 2,7% (VH, mm4), respetivamente, o que compara com 7,2% e 2,7% (VH, mm4) registados no ano acabado no trimestre anterior.

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Endividamento do Sector não financeiro – Banco de Portugal

Em abril de 2025, o endividamento do Sector Não Financeiro situava-se em 829,5 mil milhões de euros, dos quais 369,6 mil milhões respeitavam ao Sector Público e 459,9 mil milhões ao Sector Privado. No Sector Privado, 297,5 mil milhões de euros são respeitantes às Empresas privadas e 162,4 mil milhões de euros aos Particulares.

Relativamente ao mês anterior, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 4,4 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 4,4 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 0,1 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se a redução do endividamento das Empresas em 0,9 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 0,9 mil milhões de euros.

Relativamente a abril de 2024, o endividamento do Sector Não Financeiro aumentou 25,3 mil milhões de euros, fruto de um acréscimo de 15,5 mil milhões de euros no endividamento do Sector Público e de um aumento de 9,9 mil milhões de euros no endividamento do Sector Privado. Ao nível do Sector Privado, observou-se o aumento do endividamento das Empresas em 1,9 mil milhões de euros e o aumento do endividamento dos Particulares em 7,9 mil milhões de euros.

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Em abril de 2025, a taxa de variação anual (TVA) do endividamento total das empresas privadas foi de 0,8%, menos 0,5 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. A TVA do endividamento total dos particulares aumentou de 5,1% para 5,4%.

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Nota: O endividamento do sector não financeiro compreende as posições em final de período das sociedades não financeiras, administrações públicas e particulares (incluindo estes últimos as famílias, os empresários em nome individual e as instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias), referentes a passivos sob a forma de empréstimos, títulos de dívida (valor nominal) e créditos comerciais. No caso da administração central incluem-se ainda os certificados de aforro, certificados do Tesouro e outras responsabilidades do Tesouro. Valores não consolidados.

As Taxas de variação anual dos saldos em fim de período estão numa ótica consolidada.

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Índice de Preços da Habitação – INE

O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou, em termos homólogos, 16,3% no 1º trimestre de 2025, mais 4,7 pontos percentuais (pp) que no trimestre anterior. No trimestre de referência, o ritmo de crescimento dos preços das habitações existentes foi de 17,0% e o das habitações novas foi de 14,5%.

Em relação ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 4,8% (3,0% no 4º trimestre de 2024), tendo os alojamentos existentes registado uma taxa de variação de 5,3% e os alojamentos novos apresentado um aumento de 3,7%.

No 1º trimestre de 2025, foram transacionadas 41 358 habitações, o que representa um aumento de 25,0% face ao mesmo período do ano anterior. O valor das vendas foi aproximadamente de 9,6 mil milhões de euros, mais 42,9% do que no 1º trimestre de 2024.

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Indicadores de Conjuntura – INE

O Indicador de Clima Económico, publicado pelo INE, registou 2,2% em maio de 2025, que compara com 2,4% registado no mês anterior. O Indicador de Atividade Económica, em abril de 2025, registou o valor de 1,5% (VH), superior em 0,2 pontos percentuais em relação ao mês anterior (1,3%, VH).

No mesmo mês, a opinião dos empresários sobre a Carteira de Encomendas Externa registou um valor de -14,2 (sre/ve), que compara com o valor de -15,0 (sre/ve) registado no mês anterior.

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Ainda em maio de 2025, a variação do Índice de Preços no Consumidor para os bens foi de 1,0% (VH) e para os serviços foi de 4,0% (VH). Estes valores comparam com 0,4% (VH) e 4,5% (VH) registados no mês de abril de 2025, respetivamente.

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Nota: sre – saldo de respostas extremas; ve – valores efectivos.

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